A China está dominada? A mensagem “mais mansa” de Pequim para os EUA

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Um dos principais pontos de tensão no mundo não está no leste da Europa ou no Oriente Médio e sim entre dois gigantes: China e EUA — e ao que parece, um deles resolveu, ainda que por agora, acalmar os ânimos e acenar para a paz nos negócios. 

O ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, disse nesta sexta-feira (26) que as duas maiores economias do mundo estão trabalhando para criar um ambiente mais estável e previsível para as empresas. 

Desde a visita da secretária do Comércio dos EUA, Gina Raimondo, à China no ano passado, os dois países concordaram em realizar reuniões regulares em nível ministerial. Wang e Raimondo conversaram por telefone no início deste mês.

Essa comunicação “se esforça para criar um bom ambiente para a cooperação econômica e comercial dos dois países, especialmente na estabilização das expectativas empresariais”, disse Wang em mandarim numa conferência de imprensa, traduzida pela CNBC.

Os obstáculo no caminho

Não são poucos os obstáculos para a convivência pacífica entre a China e os EUA. Um dos últimos foi a restrição tecnológica que Washington impôs sobre Pequim.

Nos últimos dois anos, o governo de Joe Biden emitiu controles de exportação que limitam a capacidade das empresas chinesas de comprar tecnologia avançada, como semicondutores de alta qualidade, de empresas norte-americanas. 

Segundo Washington, essa é uma forma de impedir que os militares da China tenham acesso a tecnologia de ponta, ao mesmo tempo que mantém áreas de cooperação.

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A China cedeu?

No fim do ano passado, a Administração do Ciberespaço da China (CAC) emitiu um novo projeto de regras que afirmava que nenhuma supervisão governamental é necessária para as exportações de dados se os reguladores não estipularem que isso se qualifica como “importante”. 

A medida foi amplamente vista como uma melhoria para as empresas estrangeiras, mas ainda não foi seguida nenhuma política oficial.

Quando questionado mais cedo sobre uma atualização sobre as regras de dados, Wang apenas disse que “o primeiro ministério está intensificando os esforços para divulgá-los”.

Segundo ele, a China agiu de acordo com um plano de 24 pontos lançado no ano passado para apoiar empresas estrangeiras no país — com implementação ou progresso em “mais de 60%” das medidas. 

Wang também disse que o ministério criou canais regulares para as empresas estrangeiras compartilharem feedbacks.



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