O exemplo da agrofloresta do Sítio Santa Terra, em Patrocínio Paulista, na região de Ribeirão Preto, foi um dos destaques de um workshop na 5ª edição da Alta Café, no Clube de Campo da Franca. O workshop foi apresentando pelos agroflorestadores Anderson Arcanjoleto e Angélica Facirolli nesta quinta-feira (10), último dia da feira.
No Santa Terra, o café é cultivado dentro de um sistema agroflorestal maduro, no qual o manejo é pensado a partir dos princípios da natureza, como a sucessão ecológica, a estratificação de espécies e o aproveitamento do microclima local.
A lógica não é competir com a floresta, mas sim se integrar a ela, formando um sistema resiliente, biodiverso e produtivo ao longo do tempo.

Diversificação
A propriedade já chegou a produzir até uma tonelada de alimentos, resultado da diversificação das culturas e da presença de alimentos disponíveis o ano inteiro. Isso acontece graças ao planejamento que leva em conta o tempo e o espaço de cada espécie:
- alimentos de ciclo curto como rúcula e alface crescem junto com árvores frutíferas e espécies de médio e longo prazo, como a mandioca e o próprio café.
Pilares da produção
O café, inclusive, é um dos pilares da produção do sítio, que conta com um banco de sementes e práticas que valorizam a regeneração natural. Segundo os produtores, o sistema reduz a necessidade de insumos externos, otimiza a mão de obra e favorece a regeneração do solo, transformando o ambiente ao longo dos anos.
No sítio, é realizada a “estratificação” do plantio, onde espécies de diferentes alturas e ciclos são cultivadas juntas, criando uma floresta comestível que se desenvolve em camadas – das rasteiras até as copas mais altas. Essa diversidade não só garante colheitas em diferentes épocas do ano, mas também protege o solo e promove equilíbrio ecológico.
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