
A pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP) comparou os mercados de venda e locação de casas e apartamentos em junho com os resultados obtidos em maio deste ano. Foram consultadas 91 imobiliárias que atuam em 22 cidades da região metropolitana.
A pesquisa envolve Ribeirão Preto, Batatais, Brodowski, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Guariba, Guatapará, Jardinópolis, Mococa, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pitangueiras, Pontal, Sales Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho e Tambaú.
Todas essas cidades ficam na região metropolitana, composta por 34 municípios. Depois de recuar 13,04% em maio, as vendas dispararam 50,58% em junho. Antes, havia registrado quedas em janeiro (-27,32%) e fevereiro (-3,91%) e altas em março (23,72%) e abril (1,79%) – acumula aumento de 31,82% no primeiro semestre.
Em junho do ano passado, a queda foi de 8,6%. Terminou 2024 com quatro meses seguidos de alta – setembro (80,8%), outubro (65,9%), novembro (41,3%) e dezembro (6,1%). Fechou o ano passado com alta acumulada de 86,41%, segundo a pesquisa CreciSP.
O volume de novos contratos de locação assinados em junho disparou 263,16% na região, após quedas de 11,11% em maio e de 70,28% em abril, ante avanço de 26,19% em março. Já havia recuado 45,06% em janeiro, mas subiu 86,36% em fevereiro. Acumula alta de 249,26% no primeiro semestre.
Avançou 23,9% em dezembro avançou 23,9%, após queda de 4,8% em novembro, ante alta de 65,3% em outubro, depois de disparar 320,8% em setembro – o crescimento acumulado no ano passado foi de 516,91%. Encerrou 2023 em baixa de 87,34%. Em junho do ano passado, o crescimento foi de 4,8%.
Paralelamente aos bons indicadores de mercado, Ribeirão Preto vem recebendo investimentos significativos que fortalecem sua atratividade econômica. Exemplo disso é o projeto de expansão do Aeroporto Estadual Doutor Leite Lopes, em andamento, que promete impulsionar o setor logístico e turístico da região.
Outros destaques incluem a ampliação do Supera Parque de Inovação e Tecnologia, um parque tecnológico que está em expansão com a urbanização de lotes para instalação de empresas, dos quais sete já estão em processo de ocupação, além do recém-inaugurado Container Park, um novo complexo empresarial com módulos empresariais, cafeteria e sala de treinamento. Tais movimentações geram novos empregos, ampliam o fluxo de pessoas e aumentam a demanda por imóveis residenciais e comerciais.
Segundo o CreciSP, as vendas de casas responderam por 43% dos negócios e os apartamentos ficaram com 57% do mercado em junho. Quando o assunto é aluguel, a preferência é por imóveis térreos ou sobrados: 91,3%. Já 8,7% dos locatários preferem morar em edifícios.
O valor médio das casas e apartamentos vendidos ficaram em até R$ 200 mil. A maioria das casas vendidas era de dois dormitórios, e área útil de 100 m² até 200 metros quadrados. A maior parte dos apartamentos vendidos em junho era de dois dormitórios e área útil de 50 m² a 100 m².
Segundo o CreciSP, 71,9% das propriedades vendidas em junho estavam situadas na periferia, 6,3% nas regiões centrais e 21,9% nas áreas nobres. Com relação às modalidades de venda, 66,2% foram financiadas pela Caixa Econômica Federal, 7,4% por outros bancos, 11,8% diretamente pelos proprietários, 14,7% dos negócios foram fechados à vista e nenhum por consórcio no período.
Locações – A faixa de preço de locação de preferência dos inquilinos de casas e apartamentos ficou em até R$ 1.000 em junho. A maioria das casas era de um até três dormitórios, entre 50 m² e 100 m² de área útil. A maior parte dos apartamentos era de até três dormitórios com 50 m² até 200 m².
A principal garantia locatícia escolhida pelos locatários foi o fiador. Os novos inquilinos optaram por imóveis situados na região nobre das cidades pesquisadas (33,3%) e nos bairros da periferia (66,7%) – nenhum nas regiões centrais. Entre aqueles que encerraram os contratos de locação, todos não informaram a razão da mudança (100%).