O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do BNDES Joaquim Levy participou de um painel para discutir “A nova geopolítica e as perspectivas para as bioenergias”, durante a Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, na última quinta-feira (14).
Em sua fala, o ex-ministro afirmou que o país reúne condições para crescer de forma consistente, mas alertou para a necessidade de estratégia e gestão de riscos. “É um país que tem muita oportunidade. Se souber escolher cenários, trabalhar e ousar, consegue fazer muita coisa”, disse.
Protagonismo global
Além de Levy, participaram do painel, que encerrou o FenaBio, Roberto Rodrigues, professor emérito da Fundação Getulio Vargas e ex-ministro da Agricultura, e Mario Campos, presidente da Bioenergia Brasil.
O encontro destacou como as mudanças no cenário internacional, as políticas públicas e os avanços tecnológicos podem impulsionar a liderança brasileira em energias renováveis, com geração de emprego, renda e benefícios ambientais.
Para Roberto Rodrigues, o Brasil vive um momento de estabilidade macroeconômica que favorece o planejamento de longo prazo e a busca de protagonismo global.
Etanol de milho
Já Mario Campos destacou a rápida evolução da indústria de etanol de milho, que já representa 25% da produção nacional, e os ganhos obtidos com ciclos favoráveis no mercado de açúcar. Ele ressaltou que novas oportunidades se abrem com o uso de biocombustíveis no transporte marítimo, a expansão do biometano e o SAF (Combustível Sustentável de Aviação).
Campos também lembrou que mudanças regulatórias como o Renovabio, o programa Combustível do Futuro e a reforma tributária criam condições para ampliar a competitividade. “O diferencial tributário nacional entre biocombustíveis e fósseis será um marco, permitindo expansão para novas regiões e agregando valor ambiental à nossa produção”, afirmou.
Perspectivas globais
Os debatedores defenderam ainda que o Brasil precisa combinar inovação, segurança regulatória e políticas públicas regionais para atrair investimentos e se consolidar como referência em energia limpa.
Levy lembrou que, no cenário internacional, o setor enfrenta resistências e disputas comerciais. “A questão da sustentabilidade tem altos e baixos. É preciso manter a pauta avançando e construir consensos”, observou.
O painel concluiu que, diante da nova geopolítica global, a união entre agro, indústria e tecnologia é o caminho para consolidar o papel estratégico do Brasil no fornecimento de soluções energéticas sustentáveis para o mundo.
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