Caso Joaquim: Justiça vai julgar pedido para anular júri do padrasto acusado pela morte

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A Justiça marcou para o dia 26 de janeiro de 2026 a análise do recurso apresentado pela defesa de Guilherme Longo, que pede a anulação do júri que resultou na pena de 40 anos de prisão pela morte do menino Joaquim.

A apelação também solicita a absolvição por falta de provas ou, de forma alternativa, a redução da pena. O crime aconteceu em novembro de 2013 e Longo foi condenado em outubro de 2023 por homicídio qualificado por motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel. Natália Ponte, mãe do menino Joaquim, foi absolvida pelos jurados.

A defesa de Guilherme alega que o julgamento realizado não teria sido baseado em provas suficientes para sustentar a pena aplicada por homicídio qualificado. O pedido foi protocolado logo após o júri, mas só agora teve data definida para ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Guilherme Longo foi condenado pela morte do menino Joaquim; Natália foi absolvida - Foto: Arquivo A Cidade/EPTV.
Guilherme Longo foi condenado pela morte do menino Joaquim; Natália foi absolvida – Foto: Arquivo A Cidade/EPTV.

E agora?

De acordo com a explicação do advogado João Pedro Silvestrini, caso os desembargadores aceitem a anulação, um novo júri poderá ser realizado, com sorteio de novos jurados, reapresentação das provas e oitiva das testemunhas.

Um novo júri seria marcado caso esse pedido defensivo fosse atendido pelo Tribunal de Justiça, no dia 26 de janeiro. E aí começa do zero. Será um novo júri […] ele pode ser tanto condenado quanto absolvido, daí vai depender da análise dos jurados nesse eventual novo júri

João Pedro Silvestrini, em entrevista à EPTV

Ainda segundo o especialista, caso o Tribunal de Justiça aceite o pedido de redução da pena, não haverá a realização de um novo júri. “Nesse caso, os desembargadores, se eventualmente entenderem que houve algum erro na conta da pena, podem, sim, reduzi-la”.

O Caso Joaquim

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) acusa Guilherme de ter matado o menino Joaquim, que tinha apenas três anos, com uma superdosagem de insulina – a criança tinha diabetes – na casa da família, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto.

Após a injeção, o padrasto teria jogado o corpo de Joaquim no córrego Tanquinho, próximo da casa da família, no dia 5 de novembro de 2013.

O corpo do menino foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, no rio Pardo, em Barretos, pelo dono de uma propriedade rural. A necropsia apontou que Joaquim já estava morto antes de ser jogado no rio. No mesmo dia, Natália Ponte e Guilherme Longo foram presos temporariamente.

Em setembro de 2016, Guilherme Longo fugiu de Ribeirão Preto, onde aguardava o julgamento em liberdade. Em abril de 2017, preso por agentes da Interpol em Barcelona, na Espanha, após investigação do Fantástico, da TV Globo, revelar o seu paradeiro.

Em janeiro de 2018 foi extraditado pela Espanha para o Brasil. Por conta de um acordo do governo brasileiro com o espanhol, Longo se livrou de responder por ocultação de cadáver, já que isso não é considerado crime no país europeu.

Guilherme Longo e Natália Ponte - Imagem: montagem / acidadeon.
Guilherme Longo e Natália Ponte – Imagem: montagem / acidadeon.

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