O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que o caso da morte da veterinária Nathália Garnica será julgado pelo fórum de Pontal, cidade na região de Ribeirão Preto.
A mulher, de 42 anos, morreu após ser envenenada, e a principal suspeita do crime é a própria mãe, Elizabete Arrabaça.
A definição do local do julgamento ocorreu após pedido da Justiça de Pontal. A juíza chegou a solicitar a transferência do caso para Ribeirão Preto, onde Elizabete também responde pela morte da nora, Larissa Rodrigues.
Na época, a justificativa era a possibilidade de reunir os dois processos em um único local, o que poderia evitar decisões diferentes e dar mais agilidade às investigações. No entanto, o TJSP entendeu que, apesar das semelhanças, os casos devem tramitar separadamente.
“Isso significa que, na visão dos desembargadores, embora os fatos envolvam pessoas próximas, eles não estão ligados”, explica o advogado Leonardo Afonso Pontes, que não tem relação com o caso.
“Um deles [dos casos], segundo o entendimento do tribunal, ocorreu em uma cidade, em determinada época e em uma circunstância específica. O outro, apesar de ter um elo em comum, a pessoa investigada, aconteceu em outro município, em data e contexto diferentes. Isso indica a ausência de conexão mencionada na decisão.”
Com a decisão, cabe agora à Justiça de Pontal analisar se aceita ou não a denúncia do MP contra Elizabete Arrabaça. Segundo o órgão, ela é responsável pela morte da filha e deve responder por homicídio qualificado, com uso de veneno, sem chance de defesa da vítima e por motivo fútil.


Relembre o caso
Nathalia Garnica morreu aos 42 anos, em fevereiro de 2025, inicialmente por causas desconhecidas. O caso só passou a ser investigado após a exumação do corpo, que confirmou a presença de chumbinho.
A apuração teve início depois da morte de Larissa Rodrigues, cunhada de Nathália, que também foi envenenada. A semelhança entre os casos levou a polícia a aprofundar as investigações.
O que diz o outro lado?
A defesa de Elizabete Arrabaça afirma que ela não tem envolvimento com nenhuma das mortes. “Desde o início ela negou. Ela nega qualquer tipo de participação, seja na morte da Larissa, seja também na morte da filha Nathália”.
Vale lembrar que no caso da morte de Larissa Rodrigues, o filho de Elizabete, Luiz Antônio Garnica, também é réu. De acordo com o Ministério Público, mãe e filho teriam cometido o crime por questões patrimoniais – o homem era marido da vítima. A defesa dele também nega as acusações.
*Com informações de Murilo Badessa, da EPTV
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