- O que se sabe sobre o esquema ilegal de canetas emagrecedoras no interior de SP
- Duas clínicas investigadas por aplicação irregular de canetas emagrecedoras em Monte Alto, no interior de São Paulo, atuavam de forma conjunta e faziam indicação mútua de clientes, segundo a Polícia Civil. O caso veio à tona após pacientes procurarem atendimento médico com efeitos colaterais. Pacientes relataram efeitos colaterais
- De acordo com a Prefeitura, por meio da Vigilância Sanitária, os primeiros relatos surgiram quando pacientes buscaram o Pronto Socorro e unidades de saúde do município. Eles apresentavam reações adversas após o uso de substâncias associadas ao emagrecimento, como a tirzepatida. Foto: Cacá Trovó/EPTV
- As notificações chegaram à auditoria médica e também foram registradas na plataforma de Ouvidoria municipal, o eOuve. A partir desses relatos, a Vigilância Sanitária iniciou uma apuração que levou à fiscalização de dois estabelecimentos. Segundo o delegado Marcelo Lorenço dos Santos, responsável pela investigação, as clínicas mantinham uma atuação integrada. Em um dos locais, pacientes eram captados e encaminhados ao outro, onde ocorria o acesso ao medicamento comercializado de forma irregular. Canetas sem procedência foram apreendidas
- Durante a operação realizada na última terça-feira (31), agentes da Vigilância Sanitária e da Guarda Civil Municipal apreenderam ampolas de tirzepatida armazenadas em geladeiras sem comprovação de procedência. A substância exige autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização e uso, o que não foi apresentado pelas clínicas.
Duas clínicas investigadas por aplicação irregular de canetas emagrecedoras em Monte Alto, no interior de São Paulo, atuavam de forma conjunta e faziam indicação mútua de clientes, segundo a Polícia Civil. O caso veio à tona após pacientes procurarem atendimento médico com efeitos colaterais.
Pacientes relataram efeitos colaterais
De acordo com a Prefeitura, por meio da Vigilância Sanitária, os primeiros relatos surgiram quando pacientes buscaram o Pronto Socorro e unidades de saúde do município. Eles apresentavam reações adversas após o uso de substâncias associadas ao emagrecimento, como a tirzepatida.


As notificações chegaram à auditoria médica e também foram registradas na plataforma de Ouvidoria municipal, o eOuve. A partir desses relatos, a Vigilância Sanitária iniciou uma apuração que levou à fiscalização de dois estabelecimentos.
Segundo o delegado Marcelo Lorenço dos Santos, responsável pela investigação, as clínicas mantinham uma atuação integrada. Em um dos locais, pacientes eram captados e encaminhados ao outro, onde ocorria o acesso ao medicamento comercializado de forma irregular.
Canetas sem procedência foram apreendidas
Durante a operação realizada na última terça-feira (31), agentes da Vigilância Sanitária e da Guarda Civil Municipal apreenderam ampolas de tirzepatida armazenadas em geladeiras sem comprovação de procedência. A substância exige autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização e uso, o que não foi apresentado pelas clínicas.
Em um dos endereços fiscalizados, a polícia encontrou fichas com registros detalhados de atendimento. Os documentos incluíam nomes de pacientes, cronogramas de aplicação, dosagens, valores cobrados e a evolução de peso ao longo do tratamento.
Prisões e investigação em andamento
A ação resultou na prisão em flagrante da biomédica Sinara Correa de Oliveira e da técnica de enfermagem Ivane Rosa da Silva. Sinara pagou fiança e foi liberada no mesmo dia. Ivane deixou a prisão após audiência de custódia realizada na quarta-feira (1º).


As duas devem responder por crimes relacionados à falsificação, adulteração ou alteração de produto destinado a fins medicinais.
A defesa de Ivane afirmou que os produtos apreendidos eram de uso pessoal e destacou que ela possui bons antecedentes. Já a defesa de Sinara declarou que a biomédica atua há anos sem histórico de irregularidades e que segue as diretrizes da profissão.
A Secretaria Municipal de Saúde abriu processos administrativos para apurar os fatos. A Vigilância Sanitária decidiu não interditar totalmente as clínicas, permitindo a continuidade do atendimento por outros profissionais que atuam nos locais.
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