VÍDEO – Caso Açaí: Larissa é considerada foragida

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| Por: Adalberto Luque |

O delegado Fernando Bravo, da Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) disse, na manhã desta terça-feira (14), que Larissa Batista de Sousa é considerada foragida pela Polícia Civil. A mulher foi acusada pela tentativa de homicídio contra seu amásio, Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos.

O mandado de prisão preventiva, solicitado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi autorizado no final da tarde de segunda-feira (13). Segundo Bravo, tão logo o mandado de prisão foi autorizado pela Justiça, equipes da DEIC fizeram diligências na casa de Larissa e de parentes. Também estão procurando por ela em Ribeirão Preto.

Segundo Bravo, Larissa é considerada foragida, mas Adenilson segue sendo tratado como vítima, mesmo que possa estar acobertando a companheira (Foto e vídeo: Portal SP Online/Repórter Felipe Silva)

Ainda de acordo com Bravo, Adenilson, vítima da tentativa de homicídios, também não foi localizado e a suspeita é que ele esteja ajudando Larissa a escapar da prisão. “Ele é vítima, está sendo tratado como vítima. Nós vamos ver e apurar todos os fatos e estamos tentando localizá-la”, disse o delegado.

Bravo pede a quem souber do paradeiro de Larissa, que denuncie através do telefone 181. A denúncia é anônima, segundo o delegado. A reportagem do Tribuna encaminhou mensagem para a defesa da acusada, mas não obteve retorno.

Prisão preventiva

A Justiça de Ribeirão Preto decretou a prisão preventiva da mulher de 26 anos, suspeita de envenenar o namorado com um copo de açaí adulterado com terbufós, substância conhecida como “chumbinho”. O caso ocorreu em 5 de fevereiro, e a vítima, de 27 anos, ficou internada por dez dias na UTI do Hospital das Clínicas.

A acusada foi denunciada pelo Ministério Público por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima. Ela não foi localizada pela Polícia Civil e é considerada foragida. Também foi solicitado o pagamento de indenização de R$ 50 mil.

Segundo o inquérito, a mulher teria entregue o produto envenenado ao companheiro. A investigação reuniu depoimentos que apontam possível motivação financeira, já que a vítima estaria com até R$ 20 mil em dinheiro no dia do crime, valor que seria usado na compra de um carro.

O Ministério Público considera a hipótese de tentativa de crime patrimonial, semelhante a latrocínio. Há indícios de que o veneno tenha sido colocado no açaí dentro do carro, após a retirada e reaplicação do lacre da embalagem.

A vítima, no entanto, mantém a versão de que a companheira é inocente e chegou a escrever uma carta em defesa dela. Familiares contestam essa versão e atribuem a autoria à suspeita.

Larissa (no detalhe (foto reprodução) está sendo procurada e é acusada de tentar matar o namorado com açaí envenenado por “chumbinho” (Foto: Redes Sociais)

A investigação também aponta que a mulher sugeriu procedimentos médicos logo após o mal-estar, o que pode indicar conhecimento prévio do envenenamento. A defesa nega as acusações. Caso a denúncia seja aceita, o caso será analisado pelo Tribunal do Júri.

Entenda o caso

Adenilson Ferreira Parente ficou internado por dez dias e chegou a ser intubado. Ele passou mal após consumir um copo de açaí com morango, leite condensado e amendoim triturado, comprado em uma loja no Jardim Anhanguera, zona leste de Ribeirão Preto.

A Justiça negou inicialmente o pedido de prisão temporária, mas autorizou busca e apreensão na residência do casal. No local, policiais apreenderam um pote com leite em pó, um copo de café e os celulares dos dois.

Os materiais foram encaminhados ao Instituto de Criminalística, na capital, para perícia. Imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação na residência antes de Adenilson ser levado a um posto de saúde.

Diante da gravidade do quadro, ele foi transferido ao HC-UE, onde foi intubado e permaneceu na UTI. A suspeita de envenenamento por “chumbinho” foi levantada por um médico, e o caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic).



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