- 35 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em plantio de cana-de-açúcar em Terra Roxa (SP), a 82 km de Ribeirão Preto.
- Os trabalhadores vieram de Minas Gerais e Bahia por intermédio de uma empresa; os alojamentos tinham colchões no chão, sem móveis e chuveiros improvisados.
- Após o resgate, os trabalhadores foram levados para um hotel em Bebedouro, com custos pagos pela contratante.
- A empresa afirmou não ter recursos para quitar as verbas rescisórias dos trabalhadores.
Uma força-tarefa nacional resgatou 35 trabalhadores que atuavam no plantio de cana-de-açúcar em condições análogas à escravidão em Terra Roxa, cidade a cerca de 82 quilômetros de Ribeirão Preto.
Segundo a fiscalização, os trabalhadores foram levados para o serviço por um intermediário, a pedido de uma empresa, e teriam vindo de Minas Gerais e da Bahia.
Os trabalhadores estavam instalados em cinco alojamentos e, no momento da operação, parte deles se preparava para deixar o local, mesmo sem pagamentos ou garantias trabalhistas, devido às condições em que se encontravam.
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Nos alojamentos, foram constatadas condições degradantes, com colchões no chão, ausência de móveis e chuveiros improvisados com garrafas PET. Os espaços também apresentavam umidade, falta de estrutura e não comportavam adequadamente o número de pessoas.
Após o resgate, os trabalhadores foram levados para um hotel em Bebedouro, com custos pagos pela contratante. A empresa, no entanto, informou não ter recursos para quitar as verbas rescisórias.
A operação foi composta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Polícia Federal (PF).










Trabalhadores serão indenizados
Segundo o MPT, durante audiência nessa terça-feira (14), a usina que recebia a cana-de-açúcar pagou R$ 500,7 mil por decisão própria, mesmo sem ter responsabilidade direta no caso, já investigação apontou que não havia vínculo empregatício nem terceirização entre a empresa e os trabalhadores.
Ainda de acordo com o MPT, o acordo estabelece que o pagamento será feito diretamente a cada trabalhador, sob a conferência do Ministério Público do Trabalho e dos auditores fiscais.
“Para eventos futuros, o MPT emitirá uma Notificação Recomendatória para balizar a fiscalização da cadeia produtiva da usina”.










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