Dados da Prefeitura de Ribeirão Preto, levantados a pedido do Tribuna Ribeirão, revelam que a cidade registrou, nos três primeiros meses deste ano — janeiro a março —, a queda de 272 árvores em ruas, avenidas, praças e áreas públicas. Uma média de três por dia. Segundo a Prefeitura, a queda, na maioria dos casos, teve relação direta com os períodos de chuvas intensas e ventos fortes, que atingiram a cidade neste período e contribuíram para a queda das árvores.
Levantamento técnico da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade aponta que grande parte das árvores que caíram são de espécies consideradas invasoras. Entre elas, a Albizia procera (albízia) e Leucaena leucocephala (leucena), que apresentam crescimento acelerado e menor estabilidade no solo.
Para evitar a proliferação dessas espécies, a prefeitura adotou o manejo contínuo dessas espécies, com a redução de exemplares consolidados, eliminação de novos focos e substituição por árvores mais adequadas aos espaços urbanos, reforçando o compromisso com a segurança da população e a sustentabilidade ambiental.
No caso das quedas de árvores e de galhos, o recolhimento e a retirada desses materiais são realizados pela Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria, por meio de empresa terceirizada. Todo o material recolhido é levado para o Serviço Pica-galhos, no Transbordo Municipal, onde os resíduos são reaproveitados, como na produção de cavaco para uso em plantio de novas mudas.
O governo municipal afirmou também que tem intensificado ações preventivas de manejo da arborização urbana, com podas, manutenções e a retirada de árvores condenadas ou que oferecem risco à população, especialmente de espécies invasoras.
Paralelamente, ampliou o plantio de mudas em áreas com baixa arborização, com foco na recomposição e no equilíbrio ambiental. De janeiro de 2025 a março de 2026, já foram plantadas mais de 30 mil mudas, priorizando regiões com menor cobertura vegetal.
Programa de arborização
No começo do ano, a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade lançou o Click Árvore, um programa inédito de arborização urbana. A iniciativa tem como meta a participação dos moradores na transformação ambiental, por meio da solicitação gratuita de plantio de árvores em calçadas, de forma planejada, segura e com acompanhamento técnico especializado.
Pelo portal da prefeitura, o cidadão pode solicitar o plantio e indicar a espécie de sua preferência, com base no catálogo disponibilizado pelo programa. Após o envio do pedido, a equipe técnica da Secretaria realiza uma avaliação completa do local, considerando critérios como largura da calçada, presença de fiação elétrica e espaço adequado para o desenvolvimento saudável da árvore.

Todo o processo de preparação do local e o plantio da muda são executados pela Prefeitura, garantindo o cumprimento das etapas técnicas necessárias para a correta implantação da arborização urbana. A escolha da espécie indicada pelo morador passa por análise técnica, que leva em conta as características do espaço, a disponibilidade de mudas no Horto Municipal e as condições ideais de crescimento, sempre priorizando a segurança, a harmonia do ambiente urbano e o equilíbrio ambiental.
A manutenção básica da muda, nos primeiros meses, passa a ser responsabilidade do morador solicitante, etapa fundamental para assegurar o pleno desenvolvimento da árvore e o sucesso da iniciativa. O cadastro para participação no programa pode ser realizado de forma simples e rápida pelo link: www.ribeiraopreto.sp.gov.br/click-arvore
Parcerias permitirão a conservação de canteiros de avenidas
Ribeirão Preto acaba de ganhar uma nova lei que permite parcerias da administração municipal com a iniciativa privada para a implantação, conservação e recuperação de áreas verdes, praças públicas, jardins e canteiros centrais de avenidas e de áreas públicas municipais ociosas na cidade. O projeto foi aprovado pelos vereadores e sancionado, na semana passada, pelo prefeito Ricardo Silva (PSD).
Com a legislação, a prefeitura poderá fazer essas parcerias com sociedades empresariais, sociedades civis, clubes de recreação, culturais, esportivos, de serviços, de interesse social e de classe, além de sindicatos e associações de moradores de bairros.
Os interessados deverão apresentar sua proposta à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Zeladoria, com a área que pretendem assumir, o projeto paisagístico que desejam implantar, as espécies de vegetação e os estudos orçamentários, se forem necessários.

Em troca da preservação do local, as entidades poderão instalar elementos de publicidade no local, em dimensões e materiais compatíveis com o projeto paisagístico, sem prejuízo do aspecto urbanístico, de acordo com o que estabelecerá a regulamentação da lei, a ser feita após a aprovação pelos vereadores e a sanção pelo Executivo.
Segundo a prefeitura, a proposta trará benefícios significativos, não apenas para a estética urbana, mas também para a promoção de um ambiente mais sustentável e agradável para os cidadãos, além de estimular o envolvimento da comunidade e o fortalecimento de parcerias público-privadas.
A prefeitura justifica também que a nova proposta substituirá a Lei nº 8.104/1998, que está sendo revogada. A nova lei terá uma redação mais atualizada do programa de parcerias para conservação, recuperação e manutenção das áreas especificadas e é necessária para as novas parcerias a serem implantadas, bem como para as possíveis renovações das parcerias já em andamento.
