Bigodini deve voltar em 20 dias

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Vereador foi indiciado criminalmente em novembro do ano passado por embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual

O gancho de seis meses – 180 dias – que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Ribeirão Preto impôs ao vereador Roger Ronan da Silva (MDB), o Bigodini, de 33 anos, termina daqui a 20 dias. Em 10 de novembro do ano passado, o Legislativo aprovou, por unanimidade, projeto de resolução determinando a suspensão do mandato do emedebista, sem a remuneração de R$ 20.597,25. O prazo termina em 10 de maio.

Bigodini se envolveu em acidente de trânsito na madrugada de 28 de setembro dlo anlo passado, na avenida do Café, na Zona Oeste. A cerca de 60 quilômetros por hora, bateu em poste e derrubou um coqueiro. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação. 

Bigodini foi flagrado bebendo vodca, cachaça, uísque e cerveja antes de dirigir um Chevrolet Tracker a 183 km/h pelas vias da cidade, além de mentir para policiais militares. Somadas, as penas podem chegar a dez anos de prisão em caso de condenação. O casal não foi preso e acompanha o trâmite do processo em liberdade.

Na esfera judicial, a juíza Carolina Moreira Gama, da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, marcou a audiência de instrução e de julgamento do vereador Bigodini para 29 de junho, às 14 horas. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da Justiça de 13 de fevereiro.

Bigodini é réu pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual. A juíza da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto acatou a denúncia feita pelo promotor Paulo Cesar Souza Assef, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Em 1º de dezembro, o educador físico e líder comunitário Robson Vieira, de 36 anos, assumiu a vaga de Bigodini. Era o segundo suplente do MDB, mas a primeira, a advogada Maria Eugênia Biffi (MDB), a Magê, de 36 anos, assumiu o mandato parlamentar interinamente em 24 de novembro e retornou para a Secretaria de Cultura e Turismo de Ribeirão Preto no dia seguinte.

Segundo o delegado Gustavo André Alves, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e responsável pelo indiciamento do vereador, as investigações reuniram diversas imagens de câmeras de segurança coletadas em diversos pontos por onde Bigodini e a namorada haviam passado naquela noite e madrugada que antecederam o acidente.

Eles foram a diversos bares e a Polícia Civil conseguiu levantar o que ele consumiu.  Os vídeos foram submetidos à perícia comprovam que Bigodini estava ao volante do Chevrolet Tracker cinza alugado. O rastreamento foi possível porque o carro que Bigodini dirigia era alugado e monitorado por GPS.

As imagens também mostram que o vereador dirigia o carro em altíssima velocidade. À 1h32 de domingo, 28 de setembro, o carro dirigido pelo vereador Bigodini estava a 113 quilômetros por hora na avenida Presidente Vargas; à 1h52 , foi flagrado a 131 km/h na Maurílio Biagi; e às 2h06, manteve os 131 km/h na avenida Brasil.

Às 2h08, estava a 165 km/h na Rodovia Anhanguera (SP-330), onde foi visto a 183 km/h às 3h19. De volta á avenida Brasil, às 3h57 estava a 133 km/h. Às 4h29, na rua Florêncio de Abreu, dirigia a 72 km/h e passou no sinal vermelho; e, por fim, no momento do acidente na avenida do Café, estava a 66 km/h.

Segundo o mapa da Polícia Civil, que rastreou os passos do vereador e de sua namorada naquele último final de semana de setembro, antes da meia-noite de sábado (27) Bigodini havia consumido duas caipirinhas (uma de vodca e uma de cachaça) num bar da cidade.

Por volta de uma hora da madrugada de domingo, consumiu ao menos duas jack coke (mistura de uísque com coca-cola) numa casa de shows. Imagens do local mostram o vereador com andar cambaleante, sendo escorado por uma geladeira.

Ele ainda comprou três cervejas em duas lojas de conveniência de postos de combustíveis. O barbeiro e infuenciador pode perder o mandato legislativo ficar inelegível por oito anos caso seja condenado. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação. Bigodini nega todas as acusações.

O parlamentar foi denunciado à Justiça, pelo Ministério Público de São Paulo (MP/SP) pelos crimes de falsidade ideológica, fraude processual e embriaguez ao volante, após se envolver em um acidente de trânsito, no dia 28 de setembro do ano passado, embriagado.

Já o afastamento de Bigodini do cargo de vereador foi aprovado em plenário pelos vereadores de forma unânime, no dia 10 de novembro do ano passado, após parecer favorável a punição, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Ele foi investigado pelo Conselho de Ética, após o jornalista Rodrigo Leone impetrar um pedido de cassação e o Legislativo abrir um processo de investigação que culminou com a punição.

Como o afastamento de 180 dias corridos do parlamentar começou em 11 de novembro, quando for for julgado criminalmente já terá voltado a exercer as suas funções legislativas. Isso porque seu afastamento terminará no dia 10 de maio.

Após a repercussão do caso, Bigodini postou um vídeo postado nas redes sociais endereçado à população de Ribeirão Preto, em que dizia estar em tratamento, cuidando da saúde. O laudo apontou transtorno de estresse agudo, caracterizado por uma resposta emocional intensa a um evento traumático. Ele fiou quase um mês afastado por licença médica e chegou a ficar internado  em clínica particular.

Alfredo Risk/Arquivo
O educador físico e líder comunitário Robson Vieira assumiu a vaga de Bigodini

Bigodini se envolveu em acidente de trânsito na madrugada de 28 de setembro dlo anlo passado, na avenida do Café, na Zona Oeste. A cerca de 60 quilômetros por hora, bateu em poste e derrubou um coqueiro. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação. 

Bigodini foi flagrado bebendo vodca, cachaça, uísque e cerveja antes de dirigir um Chevrolet Tracker a 183 km/h pelas vias da cidade, além de mentir para policiais militares. Somadas, as penas podem chegar a dez anos de prisão em caso de condenação. O casal não foi preso e acompanha o trâmite do processo em liberdade.

Na esfera judicial,A juíza Carolina Moreira Gama, da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, marcou a audiência de instrução e de julgamento do vereador Bigodini para 29 de junho, às 14 horas. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da Justiça de 13 de fevereiro.

Bigodini é réu pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual. A juíza da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto acatou a denúncia feita pelo promotor Paulo Cesar Souza Assef, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Indiciamento 
Vereador foi indiciado criminalmente em novembro do ano passado por embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual

A juíza Carolina Moreira Gama, da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, marcou a audiência de instrução e de julgamento do vereador Roger Ronan da Silva (MDB), o Bigodini, de 33 anos, para 29 de junho, às 14 horas. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da Justiça desta sexta-feira, 13 de fevereiro.

Bigodini é réu pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual. A juíza da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto acatou a denúncia feita pelo promotor Paulo Cesar Souza Assef, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

No dia 10 de novembro, a Câmara de Ribeirão Preto aprovou, por unanimidade, projeto de resolução do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que impõe pena de suspensão de seis meses – 180 dias – para Bigodini, sem a remuneração de R$ 20.597,25. O prazo termina em 10 de maio, quando ele retornará ao Legislativo.

Bigodini se envolveu em acidente de trânsito na madrugada de 28 de setembro, na avenida do Café, na Zona Oeste. A cerca de 60 quilômetros por hora, bateu em poste e derrubou um coqueiro. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação. 

Bigodini foi flagrado bebendo vodca, cachaça, uísque e cerveja antes de dirigir um Chevrolet Tracker a 183 km/h pelas vias da cidade, além de mentir para policiais militares. Somadas, as penas podem chegar a dez anos de prisão em caso de condenação. O casal não foi preso e acompanha o trâmite do processo em liberdade.

Em 1º de dezembro, o educador físico e líder comunitário Robson Vieira, de 36 anos, assumiu a vaga de Bigodini. Era o segundo suplente do MDB, mas a primeira, a advogada Maria Eugênia Biffi (MDB), a Magê, de 36 anos, assumiu o mandato parlamentar interinamente em 24 de novembro e retornou para a Secretaria de Cultura e Turismo de Ribeirão Preto no dia seguinte.

Segundo o delegado Gustavo André Alves, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e responsável pelo indiciamento do vereador, as investigações reuniram diversas imagens de câmeras de segurança coletadas em diversos pontos por onde Bigodini e a namorada haviam passado naquela noite e madrugada que antecederam o acidente.

Eles foram a diversos bares e a Polícia Civil conseguiu levantar o que ele consumiu.  Os vídeos foram submetidos à perícia comprovam que Bigodini estava ao volante do Chevrolet Tracker cinza alugado. O rastreamento foi possível porque o carro que Bigodini dirigia era alugado e monitorado por GPS.

As imagens também mostram que o vereador dirigia o carro em altíssima velocidade. À 1h32 de domingo, 28 de setembro, o carro dirigido pelo vereador Bigodini estava a 113 quilômetros por hora na avenida Presidente Vargas; à 1h52 , foi flagrado a 131 km/h na Maurílio Biagi; e às 2h06, manteve os 131 km/h na avenida Brasil.

Às 2h08, estava a 165 km/h na Rodovia Anhanguera (SP-330), onde foi visto a 183 km/h às 3h19. De volta á avenida Brasil, às 3h57 estava a 133 km/h. Às 4h29, na rua Florêncio de Abreu, dirigia a 72 km/h e passou no sinal vermelho; e, por fim, no momento do acidente na avenida do Café, estava a 66 km/h.

Segundo o mapa da Polícia Civil, que rastreou os passos do vereador e de sua namorada naquele último final de semana de setembro, antes da meia-noite de sábado (27) Bigodini havia consumido duas caipirinhas (uma de vodca e uma de cachaça) num bar da cidade.

Por volta de uma hora da madrugada de domingo, consumiu ao menos duas jack coke (mistura de uísque com coca-cola) numa casa de shows. Imagens do local mostram o vereador com andar cambaleante, sendo escorado por uma geladeira.

Ele ainda comprou três cervejas em duas lojas de conveniência de postos de combustíveis. O barbeiro e infuenciador pode perder o mandato legislativo ficar inelegível por oito anos caso seja condenado. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação. Bigodini nega todas as acusações.

O parlamentar foi denunciado à Justiça, pelo Ministério Público de São Paulo (MP/SP) pelos crimes de falsidade ideológica, fraude processual e embriaguez ao volante, após se envolver em um acidente de trânsito, no dia 28 de setembro do ano passado, embriagado.

Já o afastamento de Bigodini do cargo de vereador foi aprovado em plenário pelos vereadores de forma unânime, no dia 10 de novembro do ano passado, após parecer favorável a punição, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Ele foi investigado pelo Conselho, após o jornalista Rodrigo Leone impetrar um pedido de cassação e o Legislativo abrir um processo de investigação que culminou com a punição.

Como o afastamento de 180 dias corridos do parlamentar começou em 11 de novembro, quando for ele for julgado criminalmente, já terá voltado a exercer as suas funções legislativas. Isso porque, seu afastamento terminará no dia 10 de maio.



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