Evento do SINDTUR abordou a viabilidade do turismo ferroviário na região de Ribeirão Preto
Nesta sexta-feira (15), o Sindicato de Turismo, Hospitalidade, Serviços e Mercado Imobiliário de Ribeirão Preto e Região (SINDTUR) promoveu um encontro entre Senac, Sebrae, Sesc, Observatório Econômico e de Turismo e lideranças regionais para discutir a viabilidade do turismo ferroviário na região de Ribeirão Preto. O evento foi marcado pela presença do empresário Adonai Aires de Arruda, fundador da Serra Verde Express.
De acordo com Aguinaldo Rodrigues da Silva, presidente do SINDTUR, antes é preciso definir o que os turistas buscam em Ribeirão Preto e região, o que a macro-região pode proporcionar a essas pessoas e se elas possuem a estrutura necessária para oferecer os serviços de turismo. “O que o Observatório de Turismo, Senac, Sesc, Sebrae, Senai e SINDTUR tem que fazer é ajudar a organizar esse turismo regional e pretendemos buscar o turismo ferroviário, por isso entramos em contato com Adonai Aires de Arruda.”
Silva explicou que o conhecimento de Arruda será fundamental para trazer o turismo ferroviário para a região de Ribeirão Preto e, dessa forma, tornar tal vertente do turismo em uma nova referência regional. “Com a presença do Adonai de Arruda, das entidades ligadas ao Observatório e de representantes do governo de Ribeirão Preto, poderemos entender ainda mais sobre o turismo ferroviário, para assim podermos realmente desenvolver e alavancá-lo”, completou o presidente do SINDTUR.
Para o empresário Adonai de Arruda, o essencial do turismo é montar uma base de pontos de interesse para os turistas. “Quando você chega em um lugar, o que você quer? O que é mais importante para você? Conhecer museus? Conhecer igrejas? Conhecer arquitetura? Conhecer praias? Ter contato com o verde, com a natureza? Tudo isso está atrelado. Por exemplo, em Curitiba o trem é o ícone, é o principal atrativo, mas há toda uma estruturação de atividades, monumentos e histórias em volta que fazem o [atrativo do] trem decolar.”
Arruda acrescentou que o custo para a construção de vias de trem é um fator importante a ser considerado. De acordo com o empresário, a construção de um trecho de um quilômetro de linha de trem custa cerca de US$ 5 milhões, aproximadamente R$ 25 milhões. “Com isso, é importante que tenha algum trecho de linha de trem já existente na região, pois nesse caso há uma possibilidade de recuperação e manutenção. Se for até algum trecho que já tenha trem de carga, já existe a manutenção da via para a carga, então para tornar viável para passageiros será preciso aprimorar algumas questões.”
O empresário concluiu que, para viabilizar o turismo ferroviário em Ribeirão Preto e outras cidades da região, é fundamental que as instituições governamentais e de turismo conversem entre si para criar uma base turística bem estruturada e interconectada.
