Vendas e aluguéis recuam na região

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Foram consultadas 87 imobiliárias em 23 cidades da região metropolitana; vendas e locações caíram em abril, segunda queda seguida

A pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP) comparou os mercados de venda e locação de casas e apartamentos em abril com os resultados obtidos em março. Foram consultadas 87 imobiliárias que atuam em 23 cidades da Região Metropolitana de Ribeirão Preto.

“O mercado imobiliário de Ribeirão Preto e região apresentou desaceleração moderada em abril de 2026, refletindo um movimento de acomodação após meses consecutivos de forte expansão. Ainda assim, o setor segue sustentado por demanda consistente, especialmente nos segmentos médio e popular, demonstrando capacidade de adaptação diante de ambiente econômico mais cauteloso”, diz nota do CreciSP.

As vendas recuaram 10,01% em abril, segunda queda seguida após retração de 1,51% em março, depois de alta de 103,70% em fevereiro e baixa de 47,25% em janeiro. Fechou o ano passado com crescimento acumulado de 1,01%. Terminou 2024 com alta acumulada de 86,41%, após elevação de 0,91% em 2023. Avança 44,93% no primeiro quadrimestre de 2026 e 51,66% em doze meses.

O volume de novos contratos de locação assinados em março caiu 13,52% em abril, também segunda queda seguida após baixa de 19,91% em março, crescimento de 8,93% em fevereiro e alta de 61,84% em janeiro. Encerrou o ano passado com alta acumulada de 256,37%. O crescimento em 2024 foi de 516,91%. Fechou 2023 em baixa de 87,34%. Avança 37,34% no primeiro quadrimestre de 2026 e 296,50% em doze meses.

Segundo o CreciSP, as vendas de casas responderam por 60% dos negócios e os apartamentos ficaram com 40% do mercado em abril. Quando o assunto é aluguel, 36,8% optaram por unidades térreas ou sobrados e 63,2% dos locatários preferem morar em imóveis em edifícios.

Entre as residências vendidas comercializadas, predominam imóveis de três dormitórios, responsáveis por 51,9% das negociações, seguidos pelas unidades de dois dormitórios, com 40,7%. As famílias seguem priorizando imóveis com melhor acomodação e possibilidade de uso multifuncional dos ambientes.

A pesquisa aponta equilíbrio entre imóveis populares, médios e de padrão mais elevado. As vendas ficaram mais concentradas na faixa entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, responsável por 27,7% dos negócios, seguida pelos imóveis de até R$ 200 mil, com 25,5%. Também houve presença expressiva de imóveis acima de R$ 501 mil, que responderam por 19,1% das vendas realizadas no período.

As chamadas demais regiões da cidade e municípios pesquisados concentraram 62,1% das vendas realizadas em abril. Os bairros nobres responderam por 27,6%, enquanto a região central ficou com apenas 10,3% das negociações.

O comportamento demonstra expansão da procura para áreas com maior oferta de imóveis, melhor relação custo-benefício e possibilidades de crescimento urbano. A descentralização do mercado também acompanha transformações no perfil das famílias, que buscam bairros com infraestrutura, mobilidade e preços mais competitivos.

O crédito imobiliário continua desempenhando papel fundamental na sustentação do mercado. Os financiamentos realizados pela Caixa Econômica Federal responderam por 43,3% das vendas concretizadas em abril, consolidando a instituição como principal agente financiador da habitação na região.

As compras à vista também apresentaram participação elevada, com 36,7% dos negócios, indicando presença significativa de investidores e compradores com maior capacidade financeira. Financiamentos por outros bancos, negociações diretas com proprietários e consórcios tiveram participação semelhante, com 6,7% cada modalidade.

Os bairros nobres concentraram 56,3% das locações, confirmando valorização das regiões mais estruturadas da cidade, com melhor oferta de serviços, comércio e mobilidade urbana. As demais regiões responderam por 43,8%, enquanto a área central praticamente não registrou participação no período.

Os valores de aluguel ficaram concentrados em faixas consideradas acessíveis para o padrão regional. A maior incidência ocorreu entre R$ 1.251 e R$ 1.500, representando 27,3% dos contratos, seguida pelos imóveis entre R$ 751 e R$ 1.000, com 18,2%.

Também houve presença significativa de locações acima de R$ 3 mil, demonstrando coexistência entre mercado popular e imóveis de padrão superior. O seguro-fiança foi utilizado em 75% dos contratos de locação, como principal modalidade de garantia.



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