Uma professora de 40 anos denunciou um motorista de aplicativo por agressão após uma corrida em Ribeirão Preto. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (11) e levou a passageira a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
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O que diz o boletim de ocorrência?
Segundo o registro policial, a mulher solicitou uma corrida por aplicativo por volta das 18h45 na avenida Guadalajara, no Parque Anhanguera. No momento da chegada do motorista, ela estava em uma rua próxima ao ponto indicado no aplicativo.
“Ele falou que não poderia chegar até mim por conta que era a localização que dava. Eu fui dando a volta no quarteirão, é grande o quarteirão. Demorou de 18h30 às 18h40 para ele me localizar. Ele não cancelou a corrida, eu embarquei achando que estava tudo certo”, contou
A passageira afirmou que a geolocalização do celular estava desativada, o que dificultou o encontro entre os dois. Ela contou que caminhou até encontrar o veículo e embarcou normalmente após o motorista localizá-la.
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Discussão começou após embarque
De acordo com o relato da professora, a discussão teve início durante o trajeto. Ela disse que comentou com o motorista sobre a falha na localização e explicou o motivo do desencontro.
Ainda segundo a passageira, o condutor demonstrou irritação e elevou o tom de voz durante a conversa. A mulher afirmou que o motorista reclamou do tempo gasto para encontrá-la e disse que não tinha obrigação de procurá-la fora do local informado no aplicativo.

Passageira relata agressão durante a corrida
A professora informou que o motorista interrompeu a viagem na região da rotatória da Lagoinha e encerrou a corrida antes do destino final.

Segundo a denúncia, o condutor exigiu que ela deixasse o veículo. A passageira afirmou que questionou a decisão e, na sequência, o motorista saiu do carro, retornou ao banco traseiro e iniciou as agressões.
“Aí ele começou a falar alto que ele não tinha obrigação de ir até mim, mas ele não cancelou a corrida. Entrando na rotatória da Lagoinha, ele parou o carro e disse: ‘eu não vou te levar porque vocês são todos folgados. Alterado. Eu falei mas por quê? Ele já encerrou a corrida e já olhou pra trás, saiu do carro para eu descer. Ele voltou, sentou e já veio para trás, dando soco, e eu consegui filmar.“
Após o encerramento da corrida, o aplicativo enviou uma notificação à passageira. Em seguida, ela acionou a Polícia Militar.
Os policiais orientaram a mulher a procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde ela registrou a ocorrência.
O que diz a plataforma?
Em nota, a Uber informou que considera inaceitável o uso de violência e que espera que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em brigas e discussões e que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados. A empresa informa que está verificando o caso e segue buscando contato com as partes envolvidas. A Uber permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações, nos termos da lei.
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