A Câmara Municipal realizou, nesta segunda-feira (22), uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura possíveis violações de direitos e o descumprimento contratual na concessão da iluminação pública pelo Consórcio Conecta. Conduzido pelo vereador Daniel Gobbi (PP), que preside a CPI, e com foco na fiscalização do contrato de R$ 167 milhões, o encontro contou com a participação da relatora, vereadora Perla Muller (PT), e do vereador Rangel Scanduzzi (PSD), que questionaram a eficiência dos serviços prestados, a precarização do trabalho e a falta de transparência nos pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro.
Durante os trabalhos o vereador Gobbi destacou a relevância dos depoimentos. “Espero que nesta reunião de hoje ou na próxima, que com certeza nós vamos ter que fazer, a gente consiga esclarecer todos esses pontos aqui, não só para a Câmara, mas também para a população de Ribeirão Preto”, afirmou. As frentes de investigação buscam dar respostas diretas aos moradores que sofrem com pontos escuros e falhas no sistema da cidade.
Os representantes legais do consórcio e da nova parceira societária, a Stylux, expuseram dados operacionais na tentativa de demonstrar avanços, alegando que o parque de iluminação já atingiu 75% de modernização e gerou uma economia de 51% na conta de energia do município. No entanto, os parlamentares ressaltaram que o histórico de atrasos nos cronogramas iniciais e as denúncias trabalhistas contra subcontratadas exigem uma apuração minuciosa.
Como desfecho da reunião, os membros da comissão aprovaram novos requerimentos institucionais para ampliar o escopo das investigações. Os próximos passos da CPI incluirão a oitiva das empresas terceirizadas que prestam serviços diretos ao consórcio, de técnicos da concessionária de energia CPFL e do secretário municipal de Infraestrutura, buscando elucidar os pontos críticos apontados no contrato.

