Audiência de instrução e julgamento do vereador Roger Ronan da Silva (MDB), o Bigodini, foi transferia para 5 de outubro por causa do jogo do Brasil
A audiência de instrução e julgamento do vereador Roger Ronan da Silva (MDB), o Bigodini, de 34 anos, agendada pela juíza Carolina Moreira Gama, da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, para as 14 horas desta segunda-feira, 29 de junho, foi transferia para 5 de outubro, no mesmo horário, por causa do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo da América do Norte, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Ao vencer a Escócia por 3 a 0, na noite de quarta-feira (24), o Brasil garantiu o primeiro lugar no Grupo C do Mundial, e vai jogar em Houston, no Texas (EUA), pela fase de 16 avos de final, no mesmo dia e horário da audiência de Bigodini.
Agora, será realizada daqui a cerca de 100 dias no Fórum Estadual de Ribeirão Preto Desembargador João Alves Meira Júnior, na Cidade Judiciária, Zona Leste. O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu os prazos processuais e alterou o expediente forense no dia 29 de junho.
Devido ao jogo da seleção brasileira às 14 horas, o horário de funcionamento nos fóruns será das oito horas ao meio-dia, e a jornada regular do TJSP ocorrerá em regime de teletrabalho
Bigodini é réu pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual. A juíza da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto acatou a denúncia feita pelo promotor Paulo Cesar Souza Assef, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
O gancho de seis meses – 180 dias – que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Ribeirão Preto impôs ao vereador Bigodin terminou e 12 de maio e ele retornou ao Legislativo no dia seguinte, uma segunda-feira (11). Em 10 de novembro do ano passado, os vereadores aprovaram, por unanimidade, projeto de resolução determinando a suspensão do mandato do emedebista, sem a remuneração de R$ 20.597,25.
Bigodini se envolveu em acidente de trânsito na madrugada de 28 de setembro dlo anlo passado, na avenida do Café, na Zona Oeste. A cerca de 60 quilômetros por hora, bateu em poste e derrubou um coqueiro. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação.
Bigodini foi flagrado bebendo vodca, cachaça, uísque e cerveja antes de dirigir um Chevrolet Tracker a 183 km/h pelas vias da cidade, além de mentir para policiais militares. Somadas, as penas podem chegar a dez anos de prisão em caso de condenação. O casal não foi preso e acompanha o trâmite do processo em liberdade.
Segundo o delegado Gustavo André Alves, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e responsável pelo indiciamento do vereador, as investigações reuniram diversas imagens de câmeras de segurança coletadas em diversos pontos por onde Bigodini e a namorada haviam passado naquela noite e madrugada que antecederam o acidente.
Eles foram a diversos bares e a Polícia Civil conseguiu levantar o que ele consumiu. Os vídeos foram submetidos à perícia comprovam que Bigodini estava ao volante do Chevrolet Tracker cinza alugado. O rastreamento foi possível porque o carro que Bigodini dirigia era alugado e monitorado por GPS.
As imagens também mostram que o vereador dirigia o carro em altíssima velocidade. À 1h32 de domingo, 28 de setembro, o carro dirigido pelo vereador Bigodini estava a 113 quilômetros por hora na avenida Presidente Vargas; à 1h52 , foi flagrado a 131 km/h na Maurílio Biagi; e às 2h06, manteve os 131 km/h na avenida Brasil.
Às 2h08, estava a 165 km/h na Rodovia Anhanguera (SP-330), onde foi visto a 183 km/h às 3h19. De volta á avenida Brasil, às 3h57 estava a 133 km/h. Às 4h29, na rua Florêncio de Abreu, dirigia a 72 km/h e passou no sinal vermelho; e, por fim, no momento do acidente na avenida do Café, estava a 66 km/h.
Segundo o mapa da Polícia Civil, que rastreou os passos do vereador e de sua namorada naquele último final de semana de setembro, antes da meia-noite de sábado (27) Bigodini havia consumido duas caipirinhas (uma de vodca e uma de cachaça) num bar da cidade.
Por volta de uma hora da madrugada de domingo, consumiu ao menos duas jack coke (mistura de uísque com coca-cola) numa casa de shows. Imagens do local mostram o vereador com andar cambaleante, sendo escorado por uma geladeira.
Ele ainda comprou três cervejas em duas lojas de conveniência de postos de combustíveis. O barbeiro e infuenciador pode perder o mandato legislativo e ficar inelegível por oito anos caso seja condenado. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação. Bigodini nega todas as acusações.
Após a repercussão do caso, Bigodini postou um vídeo postado nas redes sociais endereçado à população de Ribeirão Preto, em que dizia estar em tratamento, cuidando da saúde. O laudo apontou transtorno de estresse agudo, caracterizado por uma resposta emocional intensa a um evento traumático. Ele fiou quase um mês afastado por licença médica e chegou a ficar internado em clínica particular.
Em 1º de dezembro, o educador físico e líder comunitário Robson Vieira, de 36 anos, assumiu a vaga de Bigodini. Era o segundo suplente do MDB, mas a primeira, a advogada Maria Eugênia Biffi (MDB), a Magê, de 36 anos, assumiu o mandato parlamentar interinamente em 24 de novembro e retornou para a Secretaria de Cultura e Turismo de Ribeirão Preto no dia seguinte.
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