A cesta básica em Ribeirão Preto ficou, em média, 2,88% mais cara em junho, segundo levantamento da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), por meio do Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB).
Considerando o salário mínimo líquido estimado em R$ 1.499,43, o levantamento indica que um trabalhador de Ribeirão Preto destina cerca de 57,44% da renda mensal apenas à alimentação.
A pesquisa foi realizada presencialmente em 11 hipermercados e 5 padarias distribuídos por todas as regiões do município. Em junho, a coleta foi feita nos dias 15 e 16 e apontou que o custo médio da cesta básica chegou a R$ 861,25.

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Em qual região a cesta básica está mais barata esse mês?
Conforme os dados da Acirp, todas as regiões registraram aumento no valor médio da cesta básica em junho. No entanto, a região Central apresentou o maior custo médio, de R$ 916,91, com alta de 2,87%.
Na sequência aparecem as regiões Leste, Sul e Norte. A região Oeste registrou o menor valor médio da cesta básica na cidade. Confira:
- Centro: custo médio da cesta de R$ 916,91 | variação de +2,87% no mês;
- Leste: custo médio da cesta de R$ 891,50 | variação de +4,52% no mês;
- Sul: custo médio da cesta de R$ 878,95 | variação de +1,81% no mês;
- Norte: custo médio da cesta de R$ 847,38 | variação de +3,21% no mês;
- Oeste: custo médio da cesta de R$ 796,06 | variação de +3,40% no mês.
A análise do IEMB-Acirp ainda aponta que, em junho, de modo geral, a elevação no custo da cesta básica teve ritmo mais moderado que nos dois meses anteriores, concentrando-se principalmente em itens de hortifruti.

Produtos que mais encareceram
Entre os itens com maior alta no mês estão a batata inglesa (+17,42%), o tomate italiano (+9,14%) e a banana nanica (+8,03%).
Segundo o estudo, a batata subiu devido à menor oferta, entressafra e redução da área cultivada. No caso do tomate, o frio atrasou a maturação e reduziu a oferta. Já a banana teve queda na disponibilidade e menor calibre em regiões produtoras.
Em contrapartida, alguns produtos ajudaram a conter o avanço da cesta básica, como o arroz branco (-6,86%) e a carne alcatra (-1,72%).
Mesmo com a queda, as carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 41,87% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (28,77%), farináceos (16,80%), laticínios (5,95%), leguminosas (4,26%), cereais (1,60%) e óleos (0,74%).
A pesquisa do IEMB-Acirp utiliza como referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, mantendo a metodologia histórica de cálculo.
A composição dos grupos alimentares também segue diretrizes do Decreto nº 11.936/2024 e dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE) – clique aqui e veja o estudo completo.


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