O empresário Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, morto a tiros na porta de casa, em Ribeirão Preto, havia reclamado da falta de segurança meses antes do crime.
Em fevereiro deste ano, ele contou à EPTV que criminosos invadiram e furtaram sua oficina, localizada no bairro Lagoinha, e cobrou mais policiamento preventivo na região.
Entenda
Na entrevista, Paulo relatou que o bairro tinha mais circulação de viaturas e afirmou que a redução do policiamento motivou a instalação de câmeras de segurança no imóvel.
“Tinha (segurança), mas agora eu coloquei câmera aqui com sistema de zoom para pegar a imagem certinha. Há anos atrás, aqui tinha muita viatura, agora não passa mais ninguém. Você vê que não tem um preventivo aqui. Eu acho que tinha que dar uma atenção melhor para o lado de cá”, afirmou.
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Oficina sofreu furto de fiação
Segundo Paulo, os criminosos escalaram o prédio onde funcionava a oficina para acessar a parte externa do imóvel e furtar a fiação elétrica. A ação também provocou danos na estrutura.
O empresário estimou um prejuízo de mais de R$ 40 mil para reparar os danos causados durante o furto.
“Ele escalou o prédio aqui na parte de cima para o lado de fora, tem 11 metros de altura, estragou tudo. Para repor isso aí vai mais de R$ 40 mil. Eles devem ter vindo, olharam e para depois vir praticar o crime”, relatou.
Empresário foi morto na Vila Seixas
Paulo morreu na manhã de quinta-feira (13), na Rua Guimarães Passos, na Vila Seixas, zona Sul de Ribeirão Preto. O crime aconteceu por volta das 11h.
Segundo a polícia, dois homens em uma motocicleta abordaram o empresário enquanto ele entrava de carro no imóvel. Câmeras de segurança registraram parte da ação.
A polícia informou que um dos suspeitos entortou a placa da motocicleta antes do crime. Os criminosos efetuaram ao menos três disparos e fugiram em seguida.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Paulo morreu no local. Um cachorro que estava no veículo foi resgatado por vizinhos e não sofreu ferimentos.
Paulo atuava no setor de peças e acessórios automotivos e mantinha uma oficina especializada no restauro de carros antigos em Ribeirão Preto.
Polícia investiga possível latrocínio
A Polícia Civil investiga o caso inicialmente como latrocínio, crime que ocorre quando uma pessoa morre durante um roubo. O delegado José Carvalho de Araújo Júnior, que comanda a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Ribeirão Preto, afirmou que a dinâmica do crime sustenta essa linha de investigação.

Segundo o delegado, um relógio de luxo que Paulo usava pode ter chamado a atenção dos criminosos. Até a última atualização, porém, a polícia não havia confirmado se os suspeitos levaram algum objeto da vítima.
“Pela forma como tudo aconteceu, pela dinâmica deste crime, nos leva a crer que tem a ver com um latrocínio”, afirmou.
A polícia ainda procura identificar os dois suspeitos. Investigadores analisam imagens de câmeras de segurança para reconstruir o trajeto da dupla antes e depois do assassinato.
“A equipe está fazendo o levantamento de dados. A gente notou que os criminosos acompanharam a vítima por um percurso razoável e que dá para nos trazer mais elementos aí que vão ajudar na investigação. Então acredito que em breve nós já teremos a identificação”, afirmou o delegado.
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