Uma mulher de 41 anos é investigada pela Polícia Civil por suspeita de administrar clonazepam, medicamento de uso controlado conhecido como remédio tarja preta, aos três filhos em Taiaçu, no interior de São Paulo.
Entre as crianças estão um bebê de seis meses, uma menina de três anos e um adolescente de 15 anos. A investigação apura a suspeita de que o medicamento teria sido utilizado para fazê-los dormir.
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A denúncia
O caso teve início após o Conselho Tutelar receber uma denúncia sobre a possível administração do remédio às crianças. O órgão acionou a Guarda Civil Municipal (GCM), que acompanhou a ocorrência.

A Polícia Civil prendeu a mulher em flagrante no último sábado (27), por suspeita de maus-tratos contra menores de 14 anos. No entanto, a Justiça concedeu liberdade provisória durante audiência de custódia.
Crianças passaram por atendimento e exames
Após a denúncia, as três crianças seguiram para o pronto-socorro de Taiaçu e, em seguida, foram encaminhadas para um hospital em Bebedouro.
Segundo a Polícia Civil, o bebê apresentou o quadro mais grave, com intenso estado de sonolência. A equipe médica realizou atendimento na sala de emergência e manteve a criança sob monitoramento.

A menina de três anos e o adolescente de 15 anos também apresentaram sonolência, mas com menor intensidade. Os profissionais de saúde coletaram amostras para exames toxicológicos, que devem indicar se houve ingestão do medicamento.
O Conselho Tutelar informou que as três crianças passam bem e permanecem sob os cuidados de uma tia paterna.
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Polícia apreende cartela de clonazepam
Durante a ocorrência, policiais apreenderam uma cartela de clonazepam na residência da investigada. De acordo com o boletim de ocorrência, o medicamento apresentava 11 comprimidos consumidos.
Em depoimento, a mulher negou ter administrado qualquer remédio aos filhos. Conforme o registro policial, ela apresentou versões diferentes durante o interrogatório. Inicialmente, afirmou que o companheiro teria medicado a menina de três anos e preparado a mamadeira do bebê antes do surgimento dos sintomas. Em outro momento, declarou que a própria criança poderia ter ingerido o medicamento de forma acidental.
A Polícia Civil registrou no boletim de ocorrência que a investigada demonstrou aparente frieza emocional durante a ocorrência e não apresentou sinais de preocupação, arrependimento ou remorso. Essa descrição integra o relatório policial e faz parte da investigação, que segue em andamento.
O que diz a defesa?
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo informou que acompanhou a audiência de custódia para verificar a legalidade da prisão e afirmou que vai se manifestar apenas nos autos do processo.
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