O vitiligo é uma doença de pele caracterizada pela perda da melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, o que provoca o surgimento de manchas brancas, geralmente bem delimitadas. Segundo dados, a condição afeta mais de 1 milhão de brasileiros e foi lembrada no Dia Mundial do Vitiligo em 25 de junho.
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A médica Flávia Villela, que atua na área de dermatologia em Ribeirão Preto, explica que a doença tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética, fatores imunológicos, ambientais e emocionais, que podem atuar como desencadeantes. Ainda não existe uma causa totalmente definida, mas a hipótese autoimune é atualmente a mais aceita pela comunidade científica.
Ela diz que o sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina.
“O vitiligo não causa dor, coceira e ele não é contagioso. Qualquer pessoa pode desenvolver o vitiligo, embora seja mais frequentemente diagnosticado antes dos 30 anos, porque é nessa fase que a predisposição genética e os fatores desencadeantes costumam se manifestar”, diz.
Flávia Villela ressalta que o estresse emocional não é a causa do vitiligo, mas pode favorecer o aparecimento ou a progressão das manchas em pessoas predispostas. Embora ainda não exista cura definitiva, atualmente há diversas opções de tratamento, como medicamentos tópicos, fototerapia, laser, procedimentos cirúrgicos em casos selecionados e, mais recentemente, inibidores de JAK (medicamentos que bloqueiam enzimas), que têm apresentado resultados promissores em alguns pacientes.
“A principal orientação para quem tem vitiligo é manter o acompanhamento com dermatologista, usar filtro solar diariamente, hidratar a pele e evitar traumas repetidos nessas áreas, já que esses traumas favorecem o surgimento de novas manchas”, diz.
A médica destaca que, além do tratamento, o acolhimento é fundamental. Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível controlar a evolução da doença e garantir qualidade de vida aos pacientes.
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USP procura mulheres com enxaqueca para pesquisa; Saiba como participar

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) estão em busca de voluntárias com enxaqueca para uma pesquisa sobre exercícios físicos.
O estudo busca investigar os efeitos de um programa de exercícios físicos supervisionados sobre sintomas da doença e aspectos musculoesqueléticos, sensoriais e cardiovasculares – veja como participar logo abaixo.
Intitulada “Influência do exercício aeróbio na percepção sensorial, alterações musculoesqueléticas e psicossociais em pacientes com migrânea”, a pesquisa é desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional da FMRP pela doutoranda Amanda Rodrigues, sob orientação da professora Débora Bevilaqua Grossi, em parceria com o professor Hugo Celso Dutra de Souza.


Quem pode e como participar da pesquisa?
As mulheres interessadas em participar da pesquisa devem ter entre 18 e 48 anos, com diagnóstico de enxaqueca e que apresentem pelo menos três dias de dor de cabeça por mês.
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As interessadas devem entrar em contato para verificar sua elegibilidade e tirar todas as suas dúvidas pelo e-mail dtmcefaleia@fmrp.usp.br ou pelo WhatsApp (16) 3315-4415.
As inscrições também podem ser realizadas através de formulário disponível na internet – clique aqui para acessar.
Participantes passarão por avaliação
De acordo com as informações, as participantes passarão por duas avaliações presenciais, no início e ao final de quatro meses, na avenida Miguel Covian, 120, no campus da USP, com duração de aproximadamente 1h30 cada.
O estudo inclui avaliações detalhadas do sistema sensitivo, testes físicos cervicais, equilíbrio e avaliações cardiovasculares, realizadas em laboratórios especializados da USP.
As selecionadas para o “Grupo de Exercícios” realizarão uma sessão de educação sobre a sua dor, sessões de caminhada em esteira, três vezes por semana por quatro meses, no Centro de Educação Física e Esporte (Cefer), com supervisão.
Já as selecionadas para o “Grupo Controle Ativo” receberão orientações para atividades em casa e contato telefônico da equipe.
*Com informações de Rose Talamone, do Jornal da USP
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