O policial militar aposentado Valdinei Cecílio de Brito foi preso nesta quinta-feira (2), em Taubaté, no interior de São Paulo. O ex-PM foi condenado a 24 anos de prisão pela morte de Luciano Ângelo de Lima Filho, um estudante de 15 anos, em Ribeirão Preto. O crime aconteceu em 2012.
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Mudança no entendimento jurídico
Embora o policial aposentado tenha sido autorizado pela Justiça a recorrer em liberdade após a condenação, o mandado de prisão foi expedido, devido a uma decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal). Em 2024, a Corte determinou que condenados pelo Tribunal do Júri devem iniciar o cumprimento da pena de forma imediata, independentemente de recursos pendentes.
Segundo o advogado Júlio Mossin, que atua na defesa de Valdinei Cecílio, “agora, o processo já transitou em julgado. Então, nesse processo, não há mais medida que possa ser tomada. Nós vamos avaliar alguma outra medida, se tem cabimento ou não, em termos de revisão criminal”, afirmou.
13 anos do crime
Luciano foi atingido por um tiro nas costas na avenida Patriarca, no Jardim Piratininga, em 8 de outubro de 2012, um dia após seu aniversário. Segundo familiares, a vítima saiu de casa para encher o pneu da bicicleta em um posto de combustível que costumava frequentar.
Luciano morreu após uma breve discussão com o então policial militar Valdinei Cecílio de Brito. O estudante teria chutado um dos cones que estavam no local por conta de uma obra.
“O Luciano passou pelo cone e chutou, o cone virou. Esse Valdinei estava a 50 metros, passou e deu um chute na bicicleta do Luciano e falou pra ele ‘seu filho da …’ e ele respondeu ‘filho da … é você’. Aí o policial mirou nas costas dele e deu um tiro. Entrou pelo rim, passou pelo pulmão e saiu no coração”, disse a avó da vítima, Arlete Serafim dos Santos. Luciano chegou a ser socorrido e levado à UBDS da Vila Virgínia, mas não resistiu aos ferimentos.

Defesa e provas
Durante as investigações, Valdinei Cecílio alegou legítima defesa, sustentando que o adolescente teria tentado assaltá-lo. A tese foi descartada pela Polícia Civil.
Câmeras de segurança do posto de combustíveis registraram o momento em que o jovem caiu da bicicleta após ser baleado.
O inquérito foi concluído em fevereiro de 2013, indiciando o ex-PM por homicídio duplamente qualificado, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

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Quatro acusados vão a júri popular por assassinato de empresário em Cravinhos

O empresário Marlon Couto Paula Júnior e outras três pessoas vão a júri popular pela morte do empresário Nelson Carreira Filho, de 43 anos, em Cravinhos, na região de Ribeirão Preto. O crime aconteceu em maio de 2025 e, segundo a investigação, envolveu desavenças comerciais relacionadas a um negócio.
Entenda
- Acusados e participação apontada pelo Ministério Público
- O que diz as defesas?
A Justiça ainda não definiu a data do julgamento. Marlon Júnior segue foragido desde o crime.
Acusados e participação apontada pelo Ministério Público
- Marlon Couto Paula Júnior, empresário e apontado como mentor do crime:
Segundo o Ministério Público, ele atraiu Nelson Carreira Filho para uma reunião em sua empresa e atirou na nuca da vítima. A acusação afirma que Marlon programou uma dedetização no prédio para o dia do crime, com o objetivo de dispensar funcionários e deixar o local vazio. Após o homicídio, ele teria entrado em contato com a esposa de Nelson e se passado pela vítima. A investigação também indica que Marlon acompanhou o transporte do corpo até um rancho em Miguelópolis. Ele responde por homicídio qualificado, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, fraude processual e falsidade ideológica.

- Tadeu de Almeida Silva, sócio de Marlon:
Conforme a denúncia, ele presenciou o disparo contra Nelson e ajudou Marlon Júnior a limpar o local do crime e colocar o corpo em lonas. O Ministério Público afirma que Tadeu dirigiu o carro da vítima até São Paulo, onde abandonou o veículo para tentar simular o desaparecimento de Nelson. Ele responde por homicídio qualificado, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual.

- Felippe Miranda, apontado como responsável pelo transporte e descarte do corpo:
De acordo com a acusação, ele saiu de Minas Gerais após receber um chamado e conduziu uma caminhonete com o corpo de Nelson até um rancho em Miguelópolis. O Ministério Público sustenta que Felippe amarrou o corpo da vítima a barras de ferro e concreto e o lançou no Rio Grande para impedir que ele boiasse. Ele responde por ocultação de cadáver e fraude processual.

- Murilo Couto Paula, irmão de Marlon Júnior:
A investigação aponta que ele trocou de veículo com o irmão em uma rodovia próxima a Orlândia, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos carros usados no dia do crime. Segundo o Ministério Público, Murilo também acompanhou a dedetização na empresa onde Nelson morreu. Ele responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
A Justiça não encontrou elementos suficientes para levar Marcela Silva de Almeida, esposa de Marlon Júnior, e os pais dele, Marlon Couto Paula e Lilian Patrícia Gonçalves Paula, a julgamento. Os três não vão responder perante o Tribunal do Júri pela morte do empresário.
O que diz as defesas?
A defesa de Tadeu informou que vai recorrer da decisão e afirmou que não há provas de que ele tenha planejado o crime. As defesas de Murilo, Marlon e Felippe também já apresentaram recursos contra a decisão que determinou o júri popular.
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