Associadas, Bananas Eventos e Opus Entretenimento, admitem a possibilidade da realização do festival na capital gaúcha nos próximos anos
Igor Ramos
O sucesso do festival criado em Ribeirão Preto pode nos próximos anos ser levado também para uma capital importante no cenário musical brasileiro. Organizadores do João Rock em conjunto com a Opus Entretenimento podem realizar nos próximos anos, uma edição do João Rock em Porto Alegre. A informação foi confirmada na noite desta quinta-feira ao Tribuna, por Luit Marques sócio fundador da Bananas Eventos, durante o “Papo João Rock”, evento realizado no shopping Iguatemi, que antecede a abertura da edição deste ano do festival.
“Existe sim a possibilidade de expandirmos o João Rock, levando para Porto Alegre. Mas tudo isso só vai acontecer com muito planejamento, e não será da noite para o dia”afirmou. Segundo Luit, organizar um evento com a grandeza que se tornou o João Rock, demanda tempo e muita preparação, mas é inegável que o futuro reserva um rompimento de fronteiras do festival iniciado em 2002 em Ribeirão Preto, ainda no estádio do Comercial, para pouco mais de 13 mil pessoas. Hoje o João Rock recebe um público de mais de 60 mil fãs da música nacional. Em 2023, seu público recorde foi de 70 mil expectadores.
“Nessa edição que acontece no sábado teremos muitos convidados da Opus, vindos de Porto Alegre e essa ideia já foi aventada. Mas reforço que, embora seja uma tendência, tudo precisa ser muito bem estruturado”afirmou Luit.
A realização de uma edição do João Rock em outra cidade não significa que deixará de acontecer em Ribeirão. “Temos uma história aqui, mas o crescimento do festival não impede que avancemos, mas com muita serenidade e planejamento” emendou.
Recentemente a Opus Entretenimento se associou a Bananas Eventos, fortalecendo o Festival.
A entrada da Opus como sócia do evento marca uma virada estratégica para ambas as empresas, e para o mercado de festivais brasileiro. A edição de 2026 do João Rock, realizada em Ribeirão Preto, já está com todos os ingressos esgotados.
Para o CEO da Opus, Lucas Zaffari, a parceria é uma convergência natural.
“O João Rock possui uma história consolidada e uma identidade reconhecida no cenário da música nacional. Integrar esse projeto representa a união do nosso expertise em operação, produção e gestão de arenas à relevância cultural de um festival que estabelece uma conexão genuína com o público”, afirmou. Marcelo Rocci celebrou a chegada do novo sócio: “Por mais de 20 anos, a Bananas Eventos fez do João Rock uma verdadeira celebração da música brasileira. Agora, isso será ainda mais potencializado.”, disse a revista Rolling Stones.
A sociedade inaugura uma nova fase para as duas marcas, com mais detalhes sobre projetos futuros a serem anunciados em breve. O movimento acompanha uma tendência de consolidação no mercado de entretenimento ao vivo brasileiro — um dos principais polos de produção de eventos do mundo —, em que grandes operadoras e festivais independentes buscam unir estrutura, gestão e identidade para crescer com consistência.
Os mais de 65 mil ingressos foram vendidos em tempo recorde de antecedência, maior intervalo já registrado entre o sold out e o festival
Sobre o João Rock – Na história do festival, passaram bandas consagradas.Em 2002, na 1ª edição,[12] as atrações foram: Titãs (banda), Ira!, CPM 22 e Cidade Negra.
Em 2003, na 2ª edição, as atrações foram: Jota Quest, CPM 22, Capital Inicial, Os Paralamas do Sucesso e Detonautas.
Em 2004, na 3ª edição, as atrações foram: Detonautas, Skank, Pitty, O Rappa e Capital Inicial. Neste ano de 2026, iniciado um pouco mais tarde devido a Copa do Mundo, os ingressos foram esgotados em meados de junho e expectativa de reunir 65 mil pessoas no Parque Permanente de Exposições neste sábado (1º), em Ribeirão Preto (SP), o João Rock 2026 recebe 26 atrações em quatro palcos. Os portões abrem às 12h, e os shows começam às 14h.
O palco João Rock, o principal do evento, celebra a diversidade e reúne nomes do rock, do folk e da MPB, como Aleceu Valença, BaianaSystem, Detonautas, CPM 22 e Charlie Brown Jr. Acústico. No palco Brasil, o line-up tem a volta de Nação Zumbi e Marcelo D2 com Rael.
O palco Aquarela tem o protagonismo feminino de cantoras como Marina Sena e Luedji Luna, enquanto o Fortalecendo a Cena aposta em Djonga e Criolo.

Veja os horários dos shows:
Palco João Rock
- 14h: Batalha da Aldeia
- 15h: Lizium
- 15h55: Chico Chico
- 17h: Lagum
- 18h05: Detonautas
- 19h10: Zé Ramalho
- 20h15: Alceu Valença
- 21h20: Os Paralamas do Sucesso
- 22h25: CPM 22
- 23h30: BaianaSystem
- 0h35: Charlie Brown Jr. Acústico convida Negra Li e Marcelo Nova
Palco Brasil
- 15h20: Os Tucumanus e Victor Xamã
- 17h25: Nação Zumbi
- 19h25: Armandinho
- 21h25: Marcelo D2 convida Rael
- 23h25: Raimundos
Palco Aquarela
- 14h25: Urias
- 16h25: Rachel Reis
- 18h25: Luedji Luna
- 20h25: Marina Sena
- 22h25: Ana Carolina
- Palco Fortalecendo a Cena
- 15h25: Ajuliacosta
- 17h25: Yago Oproprio
- 19h25: FBC
- 21h25: Djonga
- 23h25: Criolo
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