Polícia pede prisão de padre suspeito de crimes sexuais contra coroinhas em Ribeirão

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A Polícia Civil pediu nesta quinta-feira (13) à Justiça a prisão preventiva do padre Mário Reis da Silveira, investigado por crimes sexuais contra coroinhas em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto. O religioso deixou as atividades da igreja em março, após o surgimento das denúncias.

O inquérito, conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), apontou suspeitas dos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. Agora, o Ministério Público vai analisar a investigação e decidir se apresenta ou não uma denúncia à Justiça. Não há prazo definido para essa manifestação.

O processo tramita em segredo de Justiça.

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Foto: Reprodução/EPTV

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Polícia Civil ouviu ao menos seis vítimas

Durante a investigação, a Polícia Civil ouviu ao menos seis pessoas que relataram situações envolvendo o padre. Segundo fontes ligadas ao caso, os depoimentos apontaram episódios de toques em partes íntimas, beijos e tentativas de beijo.

Os relatos abrangem períodos diferentes. Algumas situações teriam ocorrido há cerca de 20 anos, enquanto outras teriam acontecido mais recentemente.

Segundo as mesmas fontes, parte dos episódios teria acontecido depois das missas, quando o religioso chamava os coroinhas para conversas particulares.

Foto: Reprodução/EPTV

A Polícia Civil também analisou celulares do padre. De acordo com fontes da investigação, a perícia encontrou mensagens e imagens de cunho íntimo envolvendo menores de idade. O material, segundo os investigadores, reforçou relatos apresentados durante o inquérito.

O padre prestou depoimento de forma remota e negou todas as acusações.

Padre deixou atividades da igreja em março

A Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto informou que abriu uma investigação prévia após tomar conhecimento das denúncias.

A instituição também informou que suspendeu o sacerdote de todos os ofícios eclesiásticos e passou a colaborar com as autoridades policiais.

Antes do afastamento, Mário Reis da Silveira atuava na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Bonfim Paulista.

O que diz a defesa?

O advogado Pedro Brichi Seixas dos Reis, que representa o padre, afirmou que a conclusão do inquérito não representa uma acusação formal nem uma condenação.

Segundo a defesa, o relatório policial tem caráter opinativo e foi produzido durante a fase de investigação, sem contraditório e ampla defesa. O advogado também afirmou que as conclusões da Polícia Civil não vinculam o Ministério Público nem o Poder Judiciário.

A defesa informou ainda que, por causa do segredo de Justiça, não vai comentar detalhes da investigação e que pretende apresentar os esclarecimentos nos autos do processo.

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Foto: Reprodução/EPTV

O advogado também afirmou que Mário Reis da Silveira mantém a condição de presumidamente inocente e citou o artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, que estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.


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