Gêmeas unidas pela cabeça morrem durante cirurgia de separação em Ribeirão Preto

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As gêmeas siamesas Heloísa e Helena morreram na noite de sábado (15) durante a quinta e última cirurgia de separação realizada pela equipe médica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

A informação foi confirmada através de nota emitida pelo centro médico.  As irmãs eram de São José dos Campos e passaram por 15 horas de procedimento.

“A equipe médica do Hospital das Clínicas, responsável pela condução do processo de separação das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, comunica que lamentavelmente as crianças não resistiram à etapa final e vieram a óbito na noite de sábado, após 15 horas de cirurgia”.

Até a última atualização, não haviam sido divulgados detalhes sobre o que levou à morte das pacientes.

Gêmeas siamesas Helena e Heloísa – Foto: Arquivo pessoal

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Última etapa da separação

De acordo com o HCRP, a última etapa do processo de separação de Heloísa e Helena foi planejado durante mais de um ano. Nesse período, a equipe médica utilizou tomografias, ressonâncias magnéticas, recursos de realidade virtual e modelos impressos em 3D para estudar as estruturas compartilhadas pelas irmãs e preparar cada etapa das cirurgias.

O processo de separação envolveu mais de 50 profissionais, entre médicos, outros profissionais da saúde e equipes de apoio.

As cirurgias começaram em 2024 e foram feitas em etapas. Antes do procedimento deste sábado, Heloísa e Helena já haviam passado por quatro cirurgias, todas realizadas com sucesso.

Gêmeas siamesas eram o terceiro caso no Hospital das Clíncas

O caso de Heloísa e Helena foi o terceiro envolvendo gêmeas craniópagas (crianças que nascem unidas pela cabeça) conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Entre os três casos realizados no hospital, este foi o primeiro que terminou com a morte das pacientes.

O primeiro procedimento foi o das irmãs Maria Ysabelle e Maria Ysadora, do Ceará. Elas foram separadas em 2018, depois de dois anos de acompanhamento e planejamento.

Em agosto de 2023, o hospital realizou a separação definitiva de Alana e Mariah. A última cirurgia daquele caso durou 25 horas.

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