Gigante do varejo com lojas em Ribeirão Preto pede recuperação judicial

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O Grupo Casas Bahia, gigante do varejo com lojas em Ribeirão Preto, informou nesta segunda-feira (17) que o conselho de administração da empresa aprovou o ajuizamento de pedido de recuperação judicial da companhia, em conjunto com determinadas subsidiárias.

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Segundo a empresa, o pedido foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo e contou com aprovação do acionista controlador.

Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa destaca que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. O documento também menciona a não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas.

Necessidade da recuperação judicial

A recuperação judicial é apontada como necessária e como mais um passo no processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a continuidade das atividades e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações da gigante do varejo. 

A empresa disse ainda que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores, sem interrupções relevantes e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes.

Além da própria companhia, integram o pedido de recuperação judicial as empresas ASAP Log – Logística e Soluções; ASAP Log; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística; Cntlog Express Logística e Transporte; Globex Administração e Serviços; Cnova Comércio Eletrônico; Integra Soluções para Varejo Digital; Casas Bahia Tecnologia; e Indústria de Móveis Bartira.

Assembleia Geral 

Em razão da decisão, o conselho de administração também aprovou a convocação de uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para apreciar a ratificação do ajuizamento, adotado “em caráter de urgência”, conforme proposta que a empresa disse que será divulgada oportunamente.

(com informações Beth Moreira/Estadão Conteúdo)

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Escala 6×1: supermercados de SP defendem jornada livre para facilitar contratação de jovens

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Supermercados e a escala 6×1 – Foto: Freepik

A discussão sobre a escala 6×1 pode levar o setor de supermercados a defender novos formatos de jornada para facilitar a contratação de jovens.

Em entrevista ao acidade on, o presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Erlon Ortega, afirmou que o setor precisa de alternativas aos modelos fixos de trabalho e defendeu a chamada jornada livre, com diferentes cargas horárias e direitos trabalhistas proporcionais ao período trabalhado.

Segundo Ortega, a proposta permitiria jornadas de 30, 40, 44 ou 50 horas semanais, de acordo com a disponibilidade do trabalhador. A avaliação da entidade considera principalmente as mudanças no perfil dos jovens, que, segundo o presidente da APAS, buscam conciliar emprego, estudos, empreendedorismo e outras atividades profissionais.

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Foto: Divulgação

A defesa da jornada livre acontece em um cenário de dificuldade para preencher vagas nos supermercados, principalmente em funções operacionais como operador de caixa, repositor, açougueiro e padeiro.

Jornada livre como alternativa à escala 6×1

Erlon Ortega afirma que o setor precisa considerar mudanças no perfil dos trabalhadores, principalmente entre os jovens. Na avaliação dele, parte desse público busca conciliar diferentes atividades profissionais, estudos e outras formas de geração de renda.

“O jovem quer liberdade. Ele quer ser empreendedor pela manhã, trabalhar no supermercado à tarde, trabalhar de motorista de aplicativo à noite ou estudar durante a semana e trabalhar no fim de semana”, afirmou Ortega ao acidade on.

A proposta da entidade também inclui a possibilidade de contratação por hora. O objetivo, segundo o presidente da APAS, é oferecer mais opções de jornada sem retirar os direitos trabalhistas previstos na legislação.

Supermercados enfrentam dificuldade para contratar

A falta de mão de obra concentra-se principalmente nas atividades realizadas dentro das lojas. Entre as funções citadas pela APAS estão operador de caixa, repositor, açougueiro e padeiro.

Segundo Ortega, as dificuldades aparecem principalmente na operação dos supermercados, enquanto as áreas administrativas enfrentam menos problemas para preencher vagas.

“A dificuldade não está no escritório, não está no back office, não está na parte administrativa. Está mais na operação da loja”, afirmou.

Governo quer limitar a taxa de desconto cobradas de bares, restaurantes e supermercados (Foto: reprodução/Freepik)
Governo quer limitar a taxa de desconto cobradas de bares, restaurantes e supermercados (Foto: reprodução/Freepik)

O presidente da APAS relaciona parte desse cenário à mudança nas expectativas dos jovens em relação ao trabalho. Segundo ele, muitos buscam maior flexibilidade e alternativas ao modelo tradicional de emprego.

E-commerce muda dinâmica dos supermercados

A entrevista também abordou os impactos do comércio eletrônico no setor supermercadista. Segundo Ortega, os supermercados que mantêm seus próprios canais de venda conseguem oferecer ao consumidor uma estrutura definida para reclamações, trocas e problemas relacionados aos produtos.

A situação, segundo ele, exige atenção quando marketplaces comercializam produtos de terceiros. Ortega cita principalmente alimentos, bebidas e medicamentos como categorias que demandam fiscalização.

O presidente da APAS defende a atuação de órgãos como Procon e Vigilância Sanitária para acompanhar a comercialização desses produtos em plataformas digitais.

“O crescimento do e-commerce trouxe novas oportunidades, mas também exige mais responsabilidade na fiscalização dos produtos vendidos”, afirmou Ortega.

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