‘Instabilidade se agravou no momento da separação’, diz HC sobre morte de gêmeas siamesas

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A equipe médica do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto informou nesta terça-feira (18) que Heloísa e Helena, gêmeas siamesas de 2 anos e 7 meses, apresentaram instabilidade hemodinâmica durante a cirurgia final de separação.

Segundo os médicos, o quadro se agravou por volta das 23h, quando as últimas estruturas que uniam as meninas foram desligadas.

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O que disse o HC?

De acordo com os profissionais, uma das meninas apresentou hipotensão, enquanto a outra teve hipertensão durante o procedimento. A equipe conseguiu reverter as alterações em diferentes momentos da cirurgia, mas a situação se agravou na etapa final.

“Durante a separação, foi havendo uma instabilidade que foi a todo tempo sendo revertida, mas essa instabilidade se agravou no momento da separação, que foi por volta das 23h”, afirmou o cirurgião plástico Jayme Farina Júnior, um dos coordenadores da equipe médica.

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Foto: Reprodução/EPTV

Paradas aconteceram após separação

Segundo o Hospital das Clínicas, as meninas chegaram a ser completamente separadas. Helena apresentou uma parada cardiorrespiratória às 23h12, após a conclusão da separação.

A equipe iniciou imediatamente as manobras de ressuscitação e manteve as tentativas por 25 minutos. Como não houve resposta, os médicos declararam o óbito às 23h37.

Na outra mesa cirúrgica, Heloísa sofreu uma parada às 23h26. Os profissionais também realizaram manobras de ressuscitação durante 25 minutos, mas não conseguiram reverter o quadro. O óbito foi declarado às 23h51.

As mortes das meninas foram confirmadas na manhã de domingo (16). Elas foram enterradas em São José dos Campos, cidade onde a família vivia.

Últimos 25% da separação

Antes da cirurgia final, a equipe médica já havia separado aproximadamente 75% do cérebro e dos vasos sanguíneos compartilhados pelas meninas.

A quinta cirurgia tinha como objetivo concluir os 25% restantes. Segundo os médicos, essa etapa envolvia as últimas estruturas que ainda mantinham Heloísa e Helena unidas.

A equipe explicou que o momento exigia uma mudança importante na circulação e no funcionamento dos organismos das duas crianças.

“Como essa união é complexa para os organismos das crianças, que já é um organismo mais frágil, na hora que faz aquela ligação final, o organismo sente”, afirmou a equipe médica.

Terceiro caso no HC de Ribeirão Preto

O caso de Heloísa e Helena foi o terceiro de gêmeas craniópagas conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

O primeiro envolveu as irmãs Maria Ysabelle e Maria Ysadora, do Ceará, que foram separadas em 2018 após dois anos de acompanhamento e planejamento.

Cirurgia de Maria Ysabelle e Maria Ysadora – Foto: Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

Em agosto de 2023, o hospital realizou a separação definitiva de Alana e Mariah. A cirurgia final daquele caso durou cerca de 25 horas.

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Cirurgia de Alana e Mariah – Foto: Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

Nos três casos, as equipes utilizaram exames de imagem e tecnologias de planejamento para estudar as estruturas compartilhadas antes dos procedimentos.


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