O SofiaFala, aplicativo gratuito voltado para a reabilitação da fala e desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto foi reformulado para funcionar em diferentes dispositivos esistemas operacionais e resolver limitações daversão anterior — lançada em 2019 e restrita a aparelhos Android.
O projeto é coordenado pela professora Alessandra Alaniz Macedo, do FFCLRP (Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto), em parceria com especialistas da fonoaudiologia, como a professora Patrícia Mandrá, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP).
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Aplicativo da USP para reabilitação da fala ganha nova versão
A versão anterior da ferramenta apresentava problemas de compatibilidade com sistemas operacionais dos celulares mais modernos e estava disponível apenas para aparelhos com sistema Android.
“O aplicativo anterior sofria de problemas de compatibilização com softwares atuais de suporte, como sistema operacional para ser usado nos celulares mais modernos. Além disso, a versão anterior só estava disponível para Android e agora a nova versão atenderá usuários dos diferentes tipos de sistemas operacionais”, explica a professora Alessandra.
Entre as principais novidades da atualização estão a introdução de um sistema de gamificação — que utiliza jogos e recompensas virtuais para manter o paciente engajado — e o uso de inteligência artificial para reconhecer expressões faciais, emoções e padrões comportamentais durante os treinos.
“Estamos desenvolvendo pesquisas para aplicar o reconhecimento de expressões junto a estratégias de gamificação de modo a manter a criança mais engajada na execução dos exercícios fonoaudiológicos”, diz Alessandra.
A ferramenta que surgiu de pesquisas voltadas a crianças com síndrome de Down ampliou o alcance. Hoje, o aplicativo atende também pacientes com transtorno do espectro autista, transtornos dos sons da fala, apraxia de fala na infância e pessoas de diferentes faixas etárias que necessitam de terapia fonoaudiológica verbal e não verbal.
“O maior destaque aqui seria a demanda das famílias por ferramentas de tecnologia assistiva que possam ser usadas de maneira gratuita. Diariamente recebemos e-mails de famílias que querem fazer uso da ferramenta”. Pretendemos ajudar pessoas com distúrbios de sons de fala, promovendo a inclusão e a conscientização sobre esses desafios, para que todas as vozes possam ser ouvidas”, informa Alessandra.
Projeto também cria banco de dados com doações de voz e vídeo
O SofiaFala ganhou uma extensão chamada SofiaFala ECOA, voltada para a criação de um banco de dados voltado à pesquisa científica e ao desenvolvimento de tecnologias assistivas.
Por meio da plataforma, crianças, adolescentes e adultos com transtornos dos sons da fala podem doar voluntariamente amostras de áudio e vídeo — realizando tarefas como leitura, repetição e fala espontânea.
O material coletado passa por curadoria e serve para aprimorar novas ferramentas de inclusão e apoio fonoaudiológico.
Aplicativo funciona como suporte complementar
Os desenvolvedores ressaltam que o aplicativo funciona como um suporte complementar e deve ser usado sob a orientação de um fonoaudiólogo, profissional responsável por personalizar os treinos e acompanhar o progresso por meio de relatórios de desempenho gerados pela plataforma.
Caso queira saber mais informações sobre o projeto, clique neste link.
* Com informações Jornal da USP
Serviço
Novo aplicativo SofiaFala (reabilitação da fala e tecnologia assistiva)
Para quem: Pacientes em acompanhamento fonoaudiológico e profissionais da área.
Mais informações sobre o Projeto SofiaFala: Disponíveis neste link.



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