VÍDEO – Polícia identifica suspeito de latrocínio em RP

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| Por: Adalberto Luque |

A Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DIG/DEIC), identificou um dos homens apontados como autores do latrocínio que matou o empresário Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, em 13 de agosto, na Vila Seixas, zona Leste de Ribeirão Preto. O suspeito, Jonas Matheus Campos Isac, conhecido por “Joninha”, de 19 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça, mas continua foragido.

A identificação foi possível a partir da análise de imagens de câmeras de segurança de diferentes pontos da cidade. Os investigadores acompanharam o trajeto feito pelo empresário desde a oficina onde trabalhava, na região da Lagoinha, até a residência, na Rua Guimarães Passos.

Segundo André Baldochi, delegado que coordenou as investigações, as imagens permitiram verificar que a vítima era acompanhada pelos criminosos durante o deslocamento. A análise também ajudou a identificar a motocicleta utilizada na ação.

Moto teria sido reconhecida pela placa e por características específicas (Fotos: Divulgação)

A moto foi reconhecida não apenas pela placa, mas também por características específicas observadas nas imagens. O confronto dessas informações com as gravações obtidas ao longo do percurso levou à identificação de “Joninha” como o homem que conduzia o veículo.

“Foi um trabalho de análise de imagens de todo o trajeto percorrido pela vítima, desde a empresa até a residência, que nos permitiu reconstruir o caminho e identificar a motocicleta utilizada”, afirmou Baldochi.

Ainda de acordo com o delegado, a investigação reuniu informações de diferentes fontes até chegar à identificação do suspeito. Jonas possui registros anteriores por atos infracionais praticados quando era adolescente, inclusive relacionados a condutas violentas.

Segundo delegado, investigações apontaram que empresário foi seguido pela moto desde sua oficina até sua residência, num trajeto de 5 km (Foto: Alfredo Risk)

Após reunir os elementos, Baldochi pediu à Justiça a prisão temporária do investigado. A medida foi autorizada e, desde então, equipes da Polícia Civil procuram pelo suspeito.

“Conseguimos identificar um dos envolvidos em menos de duas semanas, mas as investigações continuam para localizar o suspeito e esclarecer a participação dos demais”, disse Baldochi.

Durante o trabalho, mais de dez pessoas foram ouvidas e horas de gravações foram analisadas. Também foram realizadas centenas de pesquisas e cruzamentos de informações, além do cumprimento de cinco mandados de busca em imóveis e de medidas autorizadas pela Justiça para obtenção de dados.

A Polícia Civil divulgou novas imagens do latrocínio. As investigações continuam para localizar “Joninha” e identificar os demais envolvidos no crime. Não há informações de que o suspeito já tenha nomeado advogado, por essa razão não houve contato com a defesa.

A polícia está à procura de Jonas Matheus Campos Isac, conhecido por “Joninha”, de 19 anos, que teve prisão preventiva decretada (Fotos: Divulgação/Polícia Civil)

Relembre o caso

Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, foi morto a tiros na manhã de 13 de agosto, quando chegava de carro à residência, na Rua Guimarães Passos, na Vila Seixas. O empresário aguardava a saída de um veículo que estava parado em frente à garagem quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta.

Imagens analisadas na época mostraram um dos homens descendo da moto e se aproximando da porta do carro. Durante a abordagem, Vallini teria reagido e o suspeito efetuou disparos. Em seguida, pegou algo próximo à porta do veículo e voltou para a motocicleta, onde o comparsa o aguardava.

Os dois homens fugiram pela rua, na contramão. Vallini foi atingido por três disparos no tórax. Equipes de resgate tentaram reanimá-lo, mas ele morreu no local.

A investigação passou a tratar o caso como latrocínio, hipótese sustentada pela dinâmica registrada nas imagens. Na ocasião, o empresário estava com corrente de ouro. Um relógio Rolex foi encontrado em seu bolso.

Vallini mantinha uma oficina de restauração de veículos na região da Lagoinha, zona Leste, onde também trabalhava com carros antigos para colecionadores. Após o crime, o local foi examinado por policiais civis e peritos.

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Texto original daqui