Gabriel Felipe de Paiva Medeiros, de 27 anos, foi condenado a 28 anos e 4 meses de prisão por feminicídio qualificado pela morte da própria mãe em Ribeirão Preto. A sentença foi proferida na noite da última quinta-feira (10), após o Júri Popular considerar o filho da vítima culpado pelo crime.
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Gabriel matou Amanda de Paiva e Silva, de 45 anos, em março de 2025. O corpo dela foi encontrado dentro do porta-malas de um carro na Via Norte. O Júri Popular foi realizado no Fórum de Ribeirão Preto.
Defesa do filho nega o crime
O advogado Luiz Felipe Perrone, que defende Gabriel, disse que não há provas técnicas que comprovem o envolvimento do réu no crime. Ele informou que recorreu da decisão.
“Ele nega o crime. Nós contestamos a questão da digital. Inclusive, o próprio policial ouvido menciona que a digital do carro não comprova nada, porque ele também utilizava o carro”, afirma.
Luiz Felipe ainda diz que não foram encontradas digitais no caibro usado no crime e que a promotoria teria sustentado que o feminicídio aconteceu em outro local, e não na casa da vítima.
A defesa ainda questiona o depoimento da ex-companheira de Gabriel.
Na investigação, Gabriel fez uma confissão parcial. Ele admitiu ter pintado o quarto da mãe, queimado pertences da vítima e desligado e resetado as câmeras da casa, mas afirmou que o primo teria sido responsável pelos golpes que causaram a morte. Durante o julgamento, Gabriel permaneceu em silêncio.

O crime
Amanda, que era motorista de aplicativo, foi encontrada morta com ferimentos na cabeça. Seu corpo estava seminu e enrolado em um lençol no porta-malas do próprio carro, na Via Norte, na madrugada de 20 de março do ano passado. A polícia apontou que a vítima foi agredida com um pedaço de madeira com pregos, achado dentro do veículo.
Gabriel está preso preventivamente no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto.
O sobrinho da vítima, Matheus Vital de Medeiros, também foi considerado suspeito de envolvimento no crime e chegou a ser preso à época, mas não foi pronunciado pela Justiça, por falta de provas, e, por isso, não foi a julgamento. Já o ex-companheiro de Amanda se apresentou à Polícia Civil e prestou depoimento, mas foi liberado.
Além do transporte de passageiros, Amanda fazia entregas e foi vista pela última vez na noite do dia 19 de março de 2025. O filho declarou que a mãe havia saído de casa dizendo que se encontraria com o ex-companheiro. Ela foi encontrada morta por policiais militares na madrugada de 20 de março (com informações de Eudis Filho/CBN Ribeirão).
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