
Quatro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos de joias foram presos na manhã desta terça-feira (18), em uma nova etapa da investigação sobre um assalto milionário que aconteceu em uma residência do bairro Ribeirânia, em Ribeirão Preto, em maio de 2025.
Na época do ocorrido, uma família teve a casa roubada e reconheceu que parte das joias levadas pelos ladrões estavam sendo vendidas em um programa de TV. Abaixo, veja tudo o que se sabe sobre o caso.
Como foi o roubo?
De acordo com a reportagem exibida pelo Fantástico, as joias foram roubadas no dia 17 de maio, quando quatro homens invadiram e roubaram as peças em uma casa em Ribeirão Preto. Na noite do dia anterior, os suspeitos já tinham ido até o imóvel vizinho para observar o local.
No momento do assalto estavam no imóvel um casal de idosos, o filho deles e uma funcionária. Eles acreditam que os ladrões já sabiam o que tinha no cofre. “‘Onde é que estão as joias?’ Queriam joias. Foram especificamente em joias”, disse uma das vítimas ao Fantástico.
As joias pertenciam à família há vários anos, sendo que algumas peças eram exclusivas. As vítimas calculam que os ladrões levaram 300 joias e oito relógios Rolex.
Vítima viu as joias na TV
Após o ocorrido, uma das vítimas identificou uma das joias levadas no assalto em um programa de televisão dedicado à venda de peças. Segundo ela, o item era um colar que estava na família havia 20 anos.
Ela contou que acompanhava o programa há 10 anos e que no dia 20 de junho, assistiu novamente e identificou a peça. Depois disso, a família começou a acompanhar o canal de vendas e viu outras joias roubadas sendo vendidas no programa.
A própria vítima decidiu fazer um teste e comprou oito peças que acreditava serem suas. A negociação foi feita pelo telefone oficial do programa, e as joias foram entregues na casa da família por um funcionário do programa.
Com a entrega dessas vendas, a Polícia Civil rastreou o caminho dos objetos e descobriu que eles tinham sido repassados a Diego de Freitas, conhecido como “Diego Ouro”. Ele foi preso dias antes da reportagem do Fantástico, em uma casa de luxo na cidade.
A investigação mostrou que Diego revendia as joias para um receptador de Uberaba-MG, que posteriormente as comercializava ao dono do canal de televendas com sede em Curitiba-PR.
Além de Diego, a polícia prendeu na mesma semana Welker dos Santos Ferreira de Matos, apontado como um dos assaltantes que entraram na residência em Ribeirão Preto.

Nova operação prende quatro suspeitos
Nesta terça-feira, uma nova operação deteve quatro investigados por participação no roubo. A técnica de enfermagem Thainá Yasmin Silva Porto, localizada em Ribeirão Preto, teria sido responsável por indicar a existência das joias na casa.
Essa mulher se passou por corretora de imóveis para se aproximar da família e de lá, ela levou informações dessa residência para os ladrões, que efetivaram posteriormente esse roubo
disse o delegado José Carvalho de Araújo Júnior, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), em entrevista à EPTV
Além da técnica da enfermagem, a Polícia Civil também prendeu os irmãos Leonardo e Gustavo Della Rosa, em São Paulo. Eles também são acusados de envolvimento no roubo de joias na Ribeirânia.
Outro acusado, João Alves Augusto Correia Junior, foi preso no Guarujá. “Esses dois irmãos vieram para Ribeirão Preto, sendo que um deles, no dia anterior ao roubo, tirou o miolo da fechadura e o outro participou no dia seguinte efetivamente do roubo. O terceiro que foi preso no Guarujá ficou no veículo. O trabalho foi dar fuga aos ladrões”, afirma o delegado.

Como agia quadrilha de roubo de joias?
Segundo os agentes da Operação Midas, o grupo organizava os crimes com antecedência e selecionava as vítimas após levantar informações sobre elas na internet.
Eles usam dados vazados, expostos através de programas, sites que oferecem mediante pagamento mensal, único, dados sobre a vida das pessoas. Eles conseguem uma certa qualificação relacionada a essas pessoas e veem o potencial financeiro dessa vítima
explicou o delegado Diógenes Santiago Netto, em Ribeirão Preto.
Além disso, utilizavam equipamentos que eram capazes de clonar à distância a frequência de controles de portões eletrônicos, o que facilitava o acesso às residências escolhidas para o assalto.
Ainda segundo a Polícia, oito pessoas já foram identificadas, mas a estimativa é que mais de dez integrem a quadrilha, organizada em diferentes núcleos de atuação. Eles devem responder por roubo qualificado, receptação qualificada, além de associação criminosa.
Qual a relação desse crime com o assalto a um prédio no Centro de Ribeirão?
O delegado Diógenes Santiago Netto, que atua na investigação, disse que há ligação desta quadrilha com o assalto no prédio da rua Campos Sales, no Centro de Ribeirão Preto, ocorrido em setembro. No entanto, os presos nesta terça não teriam participado do crime no prédio.
O que dizem as defesas dos envolvidos?
À EPTV, o advogado Marcelo Capuano, que representa João Alves Correia Junior, afirmou que o caso ainda está em fase inicial de investigação e que, até o momento, há apenas suspeitas e ilações contra seu cliente. Já Paulo Marzola, defesa de Thainá Yasmin Silva Porto disse que ela nega o envolvimento no crime.
A advogada Monalisa Prado das Neves, que defende os irmãos Leonardo e Gustavo Della Rosa, disse que não vai se manifestar porque não teve acesso as investigações.
O programa “Mil e Uma Noites”, de Paulo César Caluf, informou que as joias vendidas são consignadas de fornecedores previamente selecionados de forma rigorosa e devidamente cadastradas. A defesa de Diego de Freitas, preso em setembro, não foi localizada.
*Com informações da EPTV e g1 Ribeirão Preto
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