A Polícia Civil indiciou Elizabete Arrabaça pela tentativa de homicídio de uma amiga em 2017, em Pontal, no interior de São Paulo. O caso se tornou o terceiro episódio que envolve o uso de veneno pela idosa. A investigação aponta que a vítima, de 78 anos, passou cinco dias internada — dois deles na UTI — após ingerir um medicamento fornecido por Elizabete.
A análise feita a partir dos prontuários médicos revela que a mulher apresentou diarreia, vômito intenso, sudorese, fala confusa e outros sintomas compatíveis com intoxicação por agente químico. A Polícia Civil afirma que a vítima consumiu veneno sem saber o que estava tomando.

Como surgiram as novas suspeitas?
Os investigadores retomaram o caso de 2017 após a prisão de Elizabete em maio deste ano. A polícia prendeu a idosa por suspeita de envenenar e matar a nora, Larissa Rodrigues, com a participação do filho, o médico Luiz Antonio Garnica.
Larissa, professora de pilates, morreu em março em Ribeirão Preto. O laudo toxicológico identificou chumbinho no organismo da vítima. A polícia afirma que Elizabete e o filho cometeram o crime por motivação financeira. Larissa queria o divórcio após descobrir uma traição, e mãe e filho buscavam impedir a divisão do patrimônio. A Justiça levou os dois a júri popular.

A polícia também aponta Elizabete como responsável pela morte da filha, Nathália Garnica, envenenada um mês antes da morte de Larissa, em fevereiro, em Pontal. O Ministério Público denunciou a idosa por querer ficar com a herança da filha. A Justiça ainda avalia essa denúncia.
Amiga tomou remédio oferecido por Elizabete
A vítima da tentativa de homicídio em 2017 era madrinha de casamento de Elizabete e mantinha forte vínculo com a idosa. Segundo a DEIC, a relação começou a ruir quando a amiga recusou a compra de um colar oferecido por Elizabete. O delegado José Carvalho de Araújo Júnior afirma que esse episódio motivou a idosa a agir contra a vida dela.
O Instituto Médico Legal revisou o prontuário da época e concluiu que a vítima sofreu um quadro de intoxicação compatível com envenenamento. O delegado afirma que o laudo e o relato da mulher sustentam o indiciamento.
Encontramos essa prova técnica. O laudo detalha o que aconteceu e o tratamento ao qual ela foi submetida. Isso levou a polícia a entender que ela tentou também envenenar essa amiga. Nós temos o lado da vítima, que recebeu dela uma cápsula de omeprazol e, em seguida, foi para o hospital
diz Araújo Júnior
O que diz a defesa?
A defesa de Elizabete descarta a acusação. O advogado Bruno Corrêa afirma que a investigação não apresenta provas de tentativa de envenenamento e considera frágeis as conclusões da Polícia Civil.
O que a gente verificou no laudo é que embora ele traga algumas semelhanças, os sintomas que a senhora Neuza teve com o envenenamento, o próprio laudo traz que não existe nenhuma certeza, que não é possível a certeza em afirmar que de fato o envenenamento aconteceu. Na verdade, esse laudo é 50, 50, e para o direito penal, isso não serve. Teria que ter uma prova
afirma Bruno
Elizabete ainda deve ser ouvida pela Polícia Civil no dia 16 de dezembro. Depois disso, o inquérito deverá ser relatado ao Ministério Público.
Com informações da EPTV
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