
Os últimos dias de 2025 estão sendo marcados pelo forte calor em diversas regiões do Brasil. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta vermelho de onda de calor para estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
O bloqueio atmosférico que mantém o ar quente sobre o País não afeta apenas a saúde humana, animais como cães e gatos também sofrem com as altas temperaturas.
Por que os pets sofrem mais com o calor
Diferentemente dos humanos, que transpiram por toda a superfície do corpo, cães e gatos possuem mecanismos diferentes para regular a temperatura.
“Os cães fazem a troca de calor do corpo com o ambiente principalmente pela respiração. Como eles têm essa dificuldade por conta do calor, acabam adquirindo hipertermia”, diz a médica veterinária Luiza Mahin.
Essa limitação fisiológica torna os animais muito mais vulneráveis em dias de temperaturas elevadas.
Raças mais vulneráveis ao calor
“Nesta época do ano, de dezembro a fevereiro, pegamos muitos casos de animais com hipertermia. Os mais comuns são os animais de pequeno porte e os braquicefálicos (com focinho achatado)”, conta Luiza.
Entre as raças mais acometidas estão yorkshire, pinscher, shih-tzu, bulldog, american pit bull e bulldog francês. Entre os gatos, os persas são os mais vulneráveis.
O veterinário Alexandre Antônio acrescenta outros grupos de risco: “Cães grandes, com muitos pelos, que aquecem mais rápido, como golden retriever, samoieda e São Bernardo, também precisam de atenção redobrada e nunca devem sair para passear nos horários em que o sol está mais intenso.”
Sinais de alerta que todo tutor precisa conhecer
Antônio enumera sintomas que merecem atenção: “Aquela respiração muito intensa, o animal deitado por muito tempo, com aquela respiração bem ofegante, tentando buscar um lugar fresco. Geralmente eles deitam a barriguinha no chão gelado do piso. Esses são sinais claros de que o animal está passando por um processo de hipertermia.”
Segundo Luiza, os animais chegam ao consultório arfando muito e com dificuldade para respirar. “As línguas já estão um pouco arroxeadas, por conta da dificuldade da troca gasosa, do oxigênio.”
Sinais importantes incluem:
- Dificuldade para andar ou caminhar;
- Animal muito cansado, deitando no chão;
Alguns casos podem ser fatais
“Jamais devem ser ignorados esses sinais, porque é uma condição que pode levar o animal a óbito”, alerta Antônio. “Às vezes, o tutor acha que isso é algo normal, confunde com apenas um calorzinho do verão, e deixa passar batido. Se ignorar isso, o animal pode vir a óbito em poucos minutos.”
Luiza reforça a urgência: “Observou que o seu animal não está bem, está com dificuldade respiratória, a língua está arroxeada, está caminhando com dificuldade, está deitando no chão, está cansado? Isso pode ser um sintoma de hipertermia. O ideal é procurar uma clínica veterinária para atendimento médico adequado, de pronto atendimento.”
Cuidados práticos para proteger seu pet
Horário dos passeios
“A partir de 9h, 10h, já está muito quente. O passeio tem que ser de manhã muito cedinho, 6h, 7h, 8h no máximo”, orienta Luiza
Antônio é ainda mais específico: “Das 9h da manhã até 17h, 18h da tarde, é expressamente proibido nesse calor de verão que está acontecendo. O ideal é sempre escolher horários mais cedo, das 6h até as 7h, 8h no máximo, ou a partir das 19h.”
Ambiente e alimentação
É importante manter o animal em um ambiente fresco e oferecer alimentos mais gelados. “Uma fruta congelada, fazer um gelinho para eles de melancia, de banana, tudo bem picado. Até mesmo com o próprio sachê ou com uma alimentação natural, com franguinho congelado, fazendo um gelinho de frango”, diz Luiza.
Tapetes e toalhas
Antônio recomenda congelar tapetinhos higiênicos e toalhas e espalhá-los pela casa ou colocá-los embaixo da caminha para que os animais possam deitar e se refrescar. Luiza menciona também os tapetinhos gelados vendidos em pet shops e o uso de pano umedecido com água fria nas axilas e região inguinal do animal.
O que nunca fazer
Alexandre é enfático sobre um erro comum: “Nunca deixar o pet dentro do carro. ‘Vou ali no mercado rapidinho e deixo o pet dentro do carro.’ Eu já vi muitas tragédias, muitos óbitos acontecendo por causa desse descuido. Em cinco ou dez minutos dentro do carro, o animal pode desenvolver hipertermia, desidratação severa e vir a óbito.”
(com informações Beatriz Tavares/Estadão Conteúdo)
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