
A Justiça concedeu a guarda provisória ao pai da criança de 3 anos após a prisão da mãe e do padrasto, investigados por suspeita de abuso sexual contra a menina em Ribeirão Preto.
Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, de 23, foram presos no dia 10 de dezembro de 2025. Desde então, a criança estava em um abrigo, sob acompanhamento e assistência do Conselho Tutelar.
Com a decisão, a criança passou a morar com o pai em Paranapanema, no interior de São Paulo, a cerca de 313 quilômetros de Ribeirão Preto. Segundo a advogada do homem, Beatriz Moreno, o reencontro dele com a filha foi repleto de emoção.
Ela ficou extremamente feliz quando viu o pai, foi uma cena que emocionou a todos. Ela saiu gritando: ‘papai, papai’, atrás dele. Ele chorou demais quando a encontrou. Eles tinha tido alguns encontros prévios na instituição, mas o reencontro, de fato, para levar ela para casa, foi muito emocionante
Beatriz Moreno, advogada do pai da criança
Apesar de não morar em Ribeirão Preto, a advogada afirma que o pai mantinha um convívio próximo com a filha. A criança costumava passar alguns dias na casa dele, e ele também vinha com frequência à cidade para visitá-la.
Agora, conforme Moreno, o homem pretende tentar na Justiça a guarda definitiva da menina. “A intenção é que o pai fique com a guarda definitiva e talvez pedir alguma extinção de poder familiar”.
O caso
A investigação começou após um homem, que mantinha um relacionamento extraconjugal com a mãe da criança, encontrar no celular dela mensagens e vídeos que, segundo a polícia, registravam conteúdos que indicam abusos sexuais contra a menina. Ele disse que a criança seria dopada na ação.
O casal foi detido pela polícia em 10 de dezembro e, no dia 11 de dezembro, a Justiça converteu a prisão em preventiva, o que significa que eles permanecerão custodiados enquanto a investigação continua.
A mãe e o padrasto foram atuados por crimes como estupro de vulnerável, transmissão e divulgação de imagens de conteúdo sexual ou pornográfico e armazenamento de material de pornografia infantil.
Conforme a delegada Michela Ragazzi, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto, o material apreendido apresenta conteúdo extremamente chocante e reforça a gravidade das acusações.
Segundo a investigação, a própria mãe teria incentivado o companheiro a desenvolver um fetiche envolvendo a filha. A Polícia Civil segue apurando o caso. Se condenados, os dois podem pegar penas que ultrapassam 20 anos de prisão.
*Com informações da EPTV
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