
Um cartaz exibido durante a maratona de Ribeirão Preto chamou a atenção de corredores e do público. A mensagem era direta: um pedido por doação de plaquetas. Por trás da iniciativa está Eduardo Scandaroli Rodrigues, que acompanha de perto, junto com o pai e os irmãos, o tratamento da mãe, diagnosticada com leucemia, e decidiu transformar essa experiência pessoal em um apelo por solidariedade.
O diagnóstico
Em conversa com o acidade on, Edu Scandaroli contou que sua mãe, Maria Lúcia Scandaroli Rodrigues, foi internada perto do Natal do ano passado após apresentar fraqueza intensa. Exames médicos apontaram uma anemia grave, com níveis muito baixos de hemoglobina, o que levou ao diagnóstico de leucemia.
Desde então, ela passa por tratamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, incluindo sessões de quimioterapia e internações frequentes
contou
Durante o tratamento, a paciente passou a precisar de reposições constantes de sangue e plaquetas, procedimento comum em casos de leucemia, especialmente após a quimioterapia, que reduz significativamente esses níveis no organismo.

Em um dos dias de internação, a família foi informada sobre a dificuldade momentânea para encontrar plaquetas disponíveis.
Aquilo me marcou muito. Plaqueta não é algo opcional, é essencial para quem está em tratamento
afirma Eduardo
Morando em Dublin, na Irlanda, há quase 11 anos, Eduardo precisou vir ao Brasil em uma viagem de emergência para acompanhar a mãe. Ao procurar o Hemocentro do HC, Eduardo conheceu o processo de doação de plaquetas por aférese, procedimento realizado por meio de uma máquina que separa apenas as plaquetas do sangue do doador.
Uma única doação pode ajudar até três pacientes, mas como as plaquetas têm prazo de validade curto, é importante ter doadores sempre disponíveis
explica
Mesmo com o desejo de ajudar diretamente, ele não pôde doar imediatamente por morar fora do país, mas afirma que ainda precisa cumprir um período mínimo de permanência no Brasil antes de poder doar, e que fará a doação antes de voltar para a Irlanda.
A ideia do cartaz
Diante dessa limitação, Eduardo decidiu buscar outra forma de contribuir. Adepto da corrida de rua como prática de saúde, ele viu no ambiente esportivo uma oportunidade de conscientização e passou a participar de provas levando um cartaz com o pedido por doação de plaquetas.
A corrida reúne pessoas conectadas à saúde e ao bem-estar. Imaginei que seria um ambiente em que as pessoas poderiam se sensibilizar e, pelo menos, conhecer o processo de doação
afirma


Embora o cartaz mencione a mãe, o objetivo da ação vai além do caso individual.
Ela precisa, mas muitas outras pessoas também dependem de plaquetas todos os dias. A ideia é chamar atenção para isso
explica Eduardo
Tratamento longo e apelo por solidariedade
Atualmente, a mãe segue em tratamento e necessita de reposições frequentes de sangue e plaquetas, em alguns períodos dia sim, dia não.
A leucemia muda tudo. Mas, se dessa experiência difícil puder sair algo que ajude outras pessoas, já faz sentido
concluiu
O Hemocentro do HC reforça que a doação de plaquetas é segura, realizada com equipamentos específicos e fundamental para pacientes oncológicos e outras condições graves. Para mais informações sobre doação de sangue e plaquetas, acesse o site do Hemocentro.
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