Em carta, homem diz não acreditar que foi envenenado pela companheira em Ribeirão Preto

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Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, que passou mal após consumir um açaí com presença de chumbinho, afirma que não acredita ter sido vítima de um crime cometido pela própria companheira, Larissa de Souza, de 26 anos.

Em uma carta escrita à mão e anexada ao processo, ele defende a companheira e afirma que a situação tem causado transtornos para ambos – veja a carta logo abaixo.

“Acredito muito que minha esposa não tentou me envenenar. E jamais quero vê-la processada ou presa. Pois quando eu fui comer o açaí ele estava lacrado. Acredito que Larissa não tenha tentado adulterar meu açaí. Essa situação tem causado muito transtorno e tristeza a mim e minha esposa buscou ficar em harmonia e paz”

diz trecho do documento.

A defesa de Larissa também afirma que o casal não tinha histórico de brigas e que não haveria motivo para o crime.

“O relacionamento era e segue sendo harmonioso. Eles não têm nenhum desencontro ou desentendimento ou muito menos um estopim de briga ou algo desse motivo. Ele não viu nenhum tipo de burla ou algum tipo de diferença ou algo que chamasse atenção”, disse a advogada Jéssica Nozé.

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Carta escrita pela vítima – Foto: reprodução/ EPTV

Investigação

Na semana passada, a Polícia Civil indiciou Larissa por tentativa de homicídio qualificado. O Ministério Público, no entanto, negou o pedido de prisão preventiva feito pelos investigadores.

Além disso, o MP também pediu mais diligências à Polícia Civil para identificar em que momento o veneno teria sido colocado no açaí.

“A colocação do chumbinho, que estava no fundo do copo, essa é a questão mais difícil. Repito, em que momento que ela teria colocado, como que ela teria colocado, se ela rompeu o lacre e o restaurou, ou se o lacre já estava rompido e a vitima diz que o copo estava intacto, essas respostas nos esperamos obter com novas oitivas de três pessoas”, disse o promotor Eliseu Berardo

A namorada de Adenilson prestou depoimento à Polícia Civil no dia 19 de fevereiro, e negou qualquer envolvimento no caso. “Não sou culpada, não fui eu. Ele tomou açaí e, cerca de meia hora depois, começou a ter alguns sintomas”.

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Eliseu Berardo, em entrevista à EPTV – Foto: reprodução/ EPTV

Relembre o caso

O caso aconteceu no dia 5 de fevereiro, quando Larissa foi até uma loja de açaí na zona Leste de Ribeirão Preto, retirar o pedido de dois copos de açaí.

Imagens de câmera de segurança mostram que na porta da residência dos envolvidos, Larissa entrega um dos copos para Adenilson, que deixa o produto no chão e sai do local. Na sequência, as imagens mostram a mulher recolhendo o copo de açaí do chão e entrando na residência.

Por volta das 20h, o casal retornou ao local, reclamou do sabor estranho e devolveu o açaí, que foi descartado. O homem precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, mas se recuperou e passa bem.

A possibilidade de o açaí ter sido envenenado na loja em que foi vendido está descartada pela polícia desde o início das investigações. Segundo o delegado José Carvalho de Araújo Júnior, o preparo do produto foi filmado e em nenhum momento as imagens demonstraram atitude suspeita.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) identificou a presença de terbufós no copo de açaí, componente químico típico de venenos usados na agricultura.

*Com informações da EPTV


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