Acidente ocorreu em fevereiro e deixou seis pessoas mortas, entre elas o piloto da embarcação
Por: Adalberto Luque
O inquérito sobre o acidente com lancha no Rio Grande, na divisa entre Sacramento (MG) e Rifaina (SP), que deixou seis pessoas mortas, foi concluído. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para arquivamento.
De acordo com a investigação, o condutor da embarcação, Wesley Carlos da Costa, de 45 anos, não possuía habilitação para pilotar e a lancha estava com documentação irregular. Laudos periciais também apontaram consumo de bebida alcoólica entre as vítimas, com exceção de uma criança de 4 anos.
A apuração indicou que o piloto perdeu o controle da lancha e colidiu contra o pilar de um píer. Com o impacto, a embarcação virou e parte dos ocupantes se afogaram.
Como o condutor também morreu, não houve indiciamento. O caso foi encerrado por extinção da punibilidade.

Entenda o caso
Um grupo de 15 pessoas, a maioria delas moradores de Franca, cidade a 80 km de Ribeirão Preto, estava na lancha por volta de 22h00 de 21 de fevereiro deste ano. Eles seguiam de um bar flutuante em Rifaina, no lado paulista, para o lado mineiro, em Sacramento.
Ao se aproximar da margem, a lancha acabou batendo contra um píer que, segundo testemunhas, estaria apagado. A lancha acabou tombando. Dos 15 ocupantes, seis morreram afogados. Eles ficaram debaixo da lancha.
Os mortos são o piloto da embarcação, Wesley Carlos da Silva, de 45 anos; Viviane Aredes, de 35 anos, e seu filho Bento Aredes, de 4 anos; Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, de 40 anos; Érica Fernanda Lima, de 40 anos e Marina Matias Rodrigues, de 22 anos.
Todos os seis mortos foram sepultados na cidade de Franca, no dia 23 de fevereiro. Outros três sobreviventes foram levados a um hospital de Rifaina, onde foram medicados e liberados. Outros seis passageiros não sofreram ferimentos.
