Polícia apreende super maconha e cigarros eletrônicos em escritório de RP

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Empresa de fachada funcionava em centro comercial na zona Leste da cidade; local funcionava como delivery de substâncias proibidas



| Por: Adalberto Luque |

A Polícia Civil prendeu quatro pessoas e apreendeu grande quantidade de cigarros eletrônicos e drogas, entre elas, a “crumble”, também conhecida por super maconha. A ação ocorreu no início da noite desta quarta-feira (22) em um escritório localizado na Rua Otto Bens, Ribeirânia, zona Leste de Ribeirão Preto.

A operação foi realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DISE/DEIC). Segundo o delegado Diógenes Santiago, o local estava estruturado como se fosse uma empresa, mas destinado à ocultação, armazenamento e distribuição de entorpecentes e cigarros eletrônicos.

Um dos donos da empresa, denominada “Rei do Pod 016”, Daniel Aparecido Ferreira, era investigado pela Deic. Com evidências de que o local era usado para o tráfico e contrabando, os agentes pediram mandado de busca e apreensão, que foi concedido pela Justiça.

Ao entrar no local, os policiais civis confirmaram que o imóvel era usado para armazenamento e distribuição de entorpecentes derivados da maconha, em espécies conhecidas por “dry”, “ice” e “crumble”. Esta última tem maior poder alucinógeno e, consequentemente, maior preço.

Policiais apreenderam mais de 450 cigarros eletrônicos, que são proibidos no Brasil (Foto: Divulgação)

“O Crumble é uma forma extremamente potente de extrato de maconha, considerada uma ‘supermaconha’ ou droga ‘gourmet’, que tem ganhado destaque em apreensões no Brasil desde 2025. Diferente da maconha tradicional, o ‘crumble’ passa por um processo químico de extração usando solventes (como butano ou propano), resultando em uma cera quebradiça e seca, com altíssima concentração de THC”, explicou Santiago.

Um grama de maconha custa R$ 5. Já o “crumble” pode chegar a R$ 300. Além das drogas, os policiais encontraram 464 cigarros eletrônicos, produto que tem comercialização proibida no Brasil, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além de Daniel, foram presos seu sócio Guilherme Martins Alves Pereira, Juliandra Morelli Manoel (responsável por separar a droga encomendada pelos usuários) e Wanderson Wesley Henrique Falcão Belizário, que fazia a entrega das encomendas com uma motocicleta. Um dos suspeitos admitiu que a empresa chegava a faturar R$ 3 mil por dia com a venda dos produtos ilegais.

Todo o material ilícito foi apreendido. Os quatro foram levados para a sede da Deic. Todos foram presos em flagrante e encaminhados para unidades prisionais, ficando à disposição da Justiça. Daniel deve responder por tráfico de drogas, associação criminosa e contrabando. Seu sócio Guilherme vai responder por associação criminosa e contrabando.

Juliandra vai responder por tráfico de drogas, associação criminosa e contrabando. Em sua bolsa foram apreendidos oito comprimidos de droga sintética semelhantes a outros 10 apreendidos na empresa. Ela confessou que auxiliava na organização de pedidos e venda de cigarros eletrônicos.

Já Wanderson vai responder por associação criminosa e contrabando. Ele confessou que há algum tempo entregava os cigarros eletrônicos comprados na empresa. A reportagem não conseguiu o contato dos advogados dos envolvidos, mas o espaço segue aberto caso haja qualquer manifestação.





Texto original daqui