Com investimento superior a R$ 700 milhões, a nova estrutura beneficiará mais de dois milhões de habitantes de 26 municípios
Como parte das agendas da Caravana 3D – Desenvolvimento, Dignidade e Diálogo –, que terminou nesta quinta-feira, 7 de maio, em Ribeirão Preto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) realizou, nesta quarta-feira (6), visita técnica às obras da nova Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
O empreendimento tem como objetivo ampliar a capacidade assistencial do hospital, referência regional em atendimentos de alta complexidade. Com investimento superior a R$ 700 milhões – a previsão inicial era de R$ 526,3 milhões –, a nova estrutura beneficiará mais de dois milhões de habitantes de 26 municípios da área de atuação do 13º Departamento Regional da Saúde |(DRS XIII).
“Esse complexo de urgência e emergência resolve um gargalo do próprio HC. A partir do momento em que esse hospital estiver pronto, nós vamos transformar o local onde hoje funcionam esses atendimentos em um centro de referência em oncologia”, diz o governador.
A unidade será dedicada ao atendimento de casos de alta complexidade, com funcionamento 24 horas e atuação de equipe multiprofissional especializada. O serviço será voltado ao manejo de condições graves e potencialmente fatais, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, traumas em adultos e crianças, além de outras emergências clínicas e cirúrgicas.
Na primeira etapa de operação, serão disponibilizados 393 leitos. Ao final da segunda fase, a unidade atingirá a capacidade total de 582 leitos, sendo 378 de internação clínica e cirúrgica, incluindo 18 de isolamento, 128 de UTI e 76 de emergência. A nova estrutura deve contribuir para a qualificação do atendimento, redução do tempo de resposta em situações críticas e maior resolutividade dos casos regulados.
“Ribeirão Preto é um dos grandes polos de saúde do interior do estado e vem ampliando cada vez mais a oferta e a qualidade da assistência à população. O novo serviço de emergência em construção será um dos maiores e mais modernos do país”, garante afirmou o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva.
O complexo em construção foi projetado com foco em eficiência energética e sustentabilidade. O projeto contempla a obtenção da certificação LEED, concedida pelo U.S. Green Building Council, que reconhece edificações eficientes, saudáveis e ambientalmente responsáveis, considerando critérios como uso racional de água e energia, materiais e qualidade do ambiente interno.
Entre as soluções previstas, está a implantação de uma usina fotovoltaica na área de estacionamento, contribuindo para a geração de energia limpa e redução de custos operacionais.
A estrutura da nova Unidade de Emergência do HC ocupará uma área de 57.825 metros quadrados na avenida Independência nº 4.770, no Jardim João Rossi, ao lado do Hospital Estadual e do 13º Departamento Regional de Saúde (DRS-XIII) e perto da Adelmo Perdizza, na Zona Sul da cidade.
Os hospitais Estadual de Ribeirão Preto e Santa Teresa passaram a integrar o Complexo de Saúde do Hospital das Clínicas e integrarão o “novo campus” da USP. O segundo será transformado em instituto de psiquiatria e saúde mental, com atuação interdisciplinar. O Hospital Estadual de Ribeirão Preto será utilizado como campo de prática acadêmica para os alunos da universidade.
A obra teve início em 10 de fevereiro do passado com prazo para conclusão de 420 dias – cerca de um ano e dois meses –, com previsão de operação já em 2026. O projeto foi desenvolvido pela empresa MHA. As especialidades atendidas no hospital são medicina de emergência, cirurgia de urgência e trauma, neurologia, clínica médica, pediatria, neurocirurgia, cirurgia de cabeça e pescoço, traumatologia ortopédica, radiologia, nefrologia, ginecologia, psicologia e assistência social.
A atual Unidade de Emergência do HC, na rua Bernardino de Campos, no Centro, inaugurada em 1956 e especializada em urgências desde 1970, enfrenta limitações de espaço e acessibilidade, dificultando a expansão e o atendimento rápido.
