A prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria, recolheu de janeiro a abril deste ano, cerca de sete toneladas de fios inutilizados e das ruas e avenidas da cidade. Em 2025, entre os meses de março e dezembro, o total chegou a 67 toneladas de materiais retirados.
Desde segunda-feira, 11 de maio, as operações de regularização e retirada de cabos inutilizados de telecomunicações estão sendo realizadas no Jardim São Luís, na região Sul da cidade. Após a conclusão dos serviços no Jardim São Luís, as equipes seguirão para os bairros Parque Ribeirão Preto e Vila Virgínia, ambos localizados na Zona Oeste.
“Os fios soltos e sem utilização foram identificados em diferentes regiões da cidade. No ano passado realizamos um amplo trabalho de limpeza e agora estamos dando continuidade a essa ação, com equipes concentradas por bairros para otimizar os serviços, além dos atendimentos emergenciais e pontuais. Os resultados têm sido bastante positivos”, afirma o secretário de Infraestrutura e Zeladoria, Claudio Almeida.
Os trabalhos são coordenados pela Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria, por meio da Comissão de Infraestrutura Aérea de Ribeirão Preto (Coinfarp). A operação é executada em conjunto pela CPFL Paulista e pelas empresas de telecomunicações responsáveis pelos cabos instalados nos postes de energia elétrica.
No começo de março, o prefeito Ricardo Silva (PSD) encaminhou para a Câmara de Vereadores, o veto total ao projeto de lei aprovado pelos parlamentares, que pretendia endurecer as medidas de combate ao furto e receptação de fios, cabos e materiais metálicos de origem ilícita e que estabelecia multas elevadas para os infratores.
De autoria do vereador Danilo Scochi (MDB) o projeto de lei foi aprovado no dia 9 de fevereiro, A proposta atacava diretamente a cadeia comercial que sustenta os crimes de furtos e roubos de fios. Estabelecia que pessoas físicas ou jurídicas que fossem flagradas em receptação destes materiais seriam multados em até R$ 300 mil, valor que dobraria em caso de reincidência.
Além da punição financeira, as empresas infratoras seriam lacradas imediatamente e poderiam ter a cassação definitiva do alvará e a proibição de contratar com o Poder Público por um período de dez anos.
O veto a proposta foi acolhido pelos vereadores, mas Danilo Scochi protocolou um novo projeto reduzindo a multa para R$ 150 mil. Atualmente a proposta está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) aguardando parecer.
