Casal passa por audiência de instrução em caso de estupro de vulnerável

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| Por: Adalberto Luque |

Começa nesta segunda-feira (18) a audiência de instrução de Leilane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e seu companheiro, Andrey Gabriel Zancarli, de 23 anos. O casal foi denunciado por estupro de vulnerável.

Eles produziam vídeos de cunho sexual com a filha de Leilane. Essa foi a conclusão do caso, investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto. Os dois estão presos desde 10 de dezembro, quando o amante de Leilane teria visto o conteúdo no celular e denunciou à DDM.

A delegada Michela Ragazzi, que conduziu as investigações, concluiu que o casal praticou estupro de vulnerável contra a criança. O promotor Fabrício de Freitas ofereceu denúncia do caso.

A audiência de instrução pode definir pela condenação de Leilane e seu companheiro Andrey. Se condenados, a pena pode chegar a 80 anos de prisão.

A audiência de instrução será realizada na 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Ribeirão Preto pela juíza Daniele Regina de Souza Duarte. O início está previsto para as 13h30.

Relembre o caso

Leilane e Andrey foram presos após um amante dela ter visto vídeos com abuso sexual praticados contra a filha, com seu consentimento. O homem denunciou o caso à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto e o casal foi preso em 10 de dezembro do ano passado.

Zancarli estava na casa onde morava com Leilane, a enteada e um bebê, filho do casal. As crianças foram acolhidas por uma conselheira tutelar e o bebê encaminhado para uma tia paterna, que vive na zona Oeste da cidade. Já a criança de 3 anos foi levada para um abrigo. O padrasto negou o estupro, mas admitiu que fizeram “coisas erradas”.

Leilane foi presa pouco depois, na loja onde trabalhava, na zona Sul da cidade. Em depoimento, ela teria dito que tinha fetiche, por isso teria feito os vídeos.

Com a apreensão dos celulares do casal, a DDM chegou até os vídeos dos abusos sexuais cometidos contra a criança. A delegada responsável pelas investigações, Michela Ragazzi, confirmou que os vídeos foram encontrados. Ela também disse, em entrevista, que os vídeos são chocantes.

O inquérito concluiu pelo crime e eles pediram ao MP que fizesse a denúncia. O MP apresentou, portanto, a denúncia contra o casal, citando os crimes de estupro de vulnerável, produção de pornografia infantil, divulgação de pornografia infantil, posse de pornografia infantil, aliciamento de criança e fornecimento de bebida alcoólica à criança, que era dopada para não se lembrar dos atos libidinosos que o casal gravava.

O MP entendeu que o casal tinha consciência e vontade de praticar os crimes, chegando a oferecer produtos que poderiam causar dependência física ou psíquica à menina, justamente por quem devia protegê-la.

Desde 31 de dezembro, a criança vítima dos abusos sexuais praticados pela própria mãe e pelo padrasto, foi morar com o pai biológico, que vive na região de Paranapanema (SP), distante 315 km de Ribeirão Preto.

Segundo Beatriz Moreno, advogada do pai, o reencontro com a criança emocionou. Ela está bem e estaria participando de terapias para que não sofra sequelas em relação à situação pela qual foi exposta.

O caso corre em segredo de Justiça e a reportagem não conseguiu o contato dos advogados dos réus. Em contrapartida, foi informado que o promotor responsável é Fabrício de Freitas. Por se tratar de caso sigiloso, não há informações de quanto tempo pode durar a audiência de instrução.



Texto original daqui