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Votação do relatório em plenário deverá ser feita na quarta-feira, 20 de maio, em sessão presencial no auditório da Ordem dos Advogados de Ribeirão Preto (OAB); Plenário da Câmara está em reforma
A Comissão Processante (CP) que investigou o vereador Lincoln Fernandes (PL) por suposta prática de rachadinha em seu gabinete, apresentou nesta segunda-feira, 18 de maio, o relatório final e recomendou que a cassação do parlamentar seja votada
Na reunião, realizada às 14:30 horas, na Sala de Comissões da Câmara Municipal, a relatora do caso, a vereadora Judeti Zilli (PT) do Coletivo Popular, leu o relatório final com parecer recomendando a cassação. Os outros membros da CP, Jean Coraucci (PSD), presidente e o Sargento Lopes (PL), também votaram pela recomendação de cassação.
No parecer, a relatora afirmou que os parlamentares devem obedecer às leis e ao decoro das instituições em que atuam. E que os mandatos não pertencem aos vereadores, mas a sociedade que os elege para representá-la. Que o cargo impõe aos parlamentares uma postura digna, ética. Por fim concluiu que o parlamentar cometeu a prática de rachadinha em seu gabinete.
Agora o parecer da CP será votado em plenário em sessão extraordinária a ser realizada na próxima quarta-feira, 20 de maio, às 10 horas da manhã. Como o plenário da Câmara municipal está em reforma, desde dezembro do ano passado, e as sessões têm sido virtuais, o presidente da Câmara, Daniel Gobbi (PP), decidiu que a votação será feita em sessão presencial no auditório da Ordem dos Advogados de Ribeirão Preto (OAB). Caberá ao plenário decidir pela cassação, pelo arquivamento do caso ou por outra penalidade.
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A investigação de Lincoln Fernandes foi resultado de denúncia de prática de rachadinha feita e protocolada em 24 de fevereiro, pelo comerciante Hagara Espresola Ramos, o popular Hagara do Pão de Queijo. Além da denúncia no Legislativo, que aprovou por unanimidade abertura de investigação, Hagara também protocolou a denúncia no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP) que investiga o caso. Desde que as denúncias foram feitas, Lincoln Fernandes sempre negou, por meio de sua defesa, a prática dos delitos.
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