Preso mais um envolvido nos roubos milionários de joias em RP

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| Por: Adalberto Luque |

Mais um integrante da quadrilha que praticou pelo menos dois grandes roubos de joias e dinheiro em Ribeirão Preto foi preso, na noite desta terça-feira (19). Emerson dos Santos de Jesus, conhecido por “Baianinho”, foi preso pela Polícia Militar após ser localizado em uma residência do Jardim Wilson Toni, zona Oeste de Ribeirão Preto.

“Baianinho” era foragido da Justiça. Ele é acusado de integrar o grupo que praticou pelo menos dois roubos em Ribeirão Preto. O primeiro ocorreu na Ribeirânia, zona Leste de Ribeirão Preto, no dia 17 de maio do ano passado, quando o grupo levou bens avaliados em R$ 5 milhões.

Além de integrar o núcleo logístico, “Baianinho” também atuou na ligação entre assaltantes e receptadores das joias (Foto: Reprodução)

No dia 24 de setembro de 2025, o grupo praticou um arrastão em um prédio de luxo localizado no Centro de Ribeirão Preto. Lá, o prejuízo passou de R$ 4 milhões. Nos dois casos, além de dinheiro e objetos de valor, os ladrões demonstraram interesse em joias.

Segundo o delegado José Carvalho de Araújo, coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), o homem preso nesta terça-feira integrava o núcleo de logística da organização criminosa, além de ser elo de ligação entre assaltantes e receptadores das joias.

Araújo explicou que “Baianinho” teria comprado equipamentos e disfarces usados nos crimes, além de levar carros para dar fuga ao grupo e entregar as joias aos homens que as colocaram no mercado clandestino para venda.

Ele foi preso e encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto. Após passar por audiência de custódia, teve sua prisão mantida. O delegado também explicou que o trabalho da Polícia Civil já terminou e o grupo já foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo.

Agora são 16 presos dos 17 identificados e denunciados. O caso tramita na Justiça. “Após a prisão desta quadrilha, o reflexo foi muito importante nesse tipo de roubo, que diminuiu sensivelmente”, acrescentou Araújo.

Entenda o caso

Em 17 de maio de 2025, criminosos invadiram uma casa na Ribeirânia e roubaram joias, relógios e dinheiro avaliados em R$ 5 milhões. Parte dos itens foi recuperada após a vítima identificar joias à venda em um programa de TV de Curitiba, e seis pessoas já foram presas.

Grupo rendeu moradores e funcionários do Edifício Jatiúna, que tem um apartamento por andar (Foto: Alfredo Risk)

Meses depois, em 24 de setembro, cerca de dez assaltantes armados invadiram o Edifício Jatiúca, no Centro de Ribeirão Preto, e renderam moradores e funcionários para roubar joias, dinheiro e realizar transferências via Pix. Parte do grupo usou um apartamento alugado no próprio prédio como base. No local, a polícia apreendeu armas, disfarces, joias, R$ 75 mil e celulares. Fabiana de Paula Fernandes Miranda e Pablo Rodrigues Cardoso, ambos integrantes do núcleo logístico, foram presos horas depois do assalto.

O núcleo financeiro inicialmente teve quatro homens presos. Eles seriam os responsáveis por ceder as contas bancárias para receber as transferências via Pix feitas durante o assalto. Sidney Américo Vieira e Felipe Moreira da Mata foram presos em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Já João Paulo César Freires de Oliveira e Widman Henrique Américo Barbosa foram detidos na Estação Sé do Metrô, na capital. Os quatro integrantes do grupo financeiro foram presos ainda no dia do assalto.

Nos dois assaltos, grupo levou joias, bens e dinheiro, causando prejuízo às vítimas de quase R$ 10 milhões (Foto: Divulgação)

O primeiro integrante do núcleo operacional preso foi Carlos Alberto da Silva. A prisão ocorreu no dia 26 de setembro. Depois, na noite de 30 de setembro, foi a vez de Luís Rinaldo da Silva, também apontado como participante do núcleo operacional, ser preso na Capital. Ele foi localizado na Vila Mariana, zona Sul da capital, com R$ 7 mil em dinheiro e várias roupas novas compradas em um outlet próximo a Ribeirão Preto.

Em 1º de outubro, André Luiz Pereira Nunes foi preso em Ribeirão Preto. Ele estava em um veículo que transitava pela zona Leste e foi parado pela Polícia Civil no cruzamento das avenidas Plínio de Castro Prado e Francisco Junqueira, no Jardim Macedo. Também foi apontado como integrante do núcleo operacional.

Quem também é acusado de participar do assalto no prédio foi Henrique Eduardo Loureiro Monteiro, preso em 3 de outubro, em um apartamento no Jardim João Rossi, Zona Sul da cidade. Até então, eram dez presos, sendo dois do núcleo logístico, quatro do financeiro e quatro do operacional.

Júlia Moretti se entregou à Polícia Civil em Araçatuba; foi a única que não usou disfarce no arrastão feito no prédio de luxo (Foto: Redes Sociais)

Com a Operação Cercado, em 24 de outubro, outros quatro suspeitos foram presos, elevando o total a 14 dos 17 já identificados – três do núcleo logístico, seis do financeiro e cinco do operacional. Na ocasião, foram presos Diego de Freitas, Adriano Prates Merice, Wellington Antônio Prates Caetano e Vinícios Lúdio dos Santos. Anda tem Júlia Moretti de Paula, que integraria tanto o núcleo logístico, quanto operacional, que se entregou à Polícia Civil em Araçatuba, no Oeste do Estado, em 24 de novembro de 2025.

Os 17 identificados, dos quais 15 presos, foram denunciados pelo MP, após conclusão do inquérito da Polícia Civil. O processo está tramitando na Justiça. Com a prisão de Baianinho, nesta terça-feira, o número de presos chega a 16. As buscas pelo último integrante do grupo identificado e denunciado prosseguem.



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