Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (15), os motoristas do transporte coletivo de Ribeirão Preto recusaram a proposta de reajuste salarial encaminhado pelas empresas de ônibus. Por conta disso, os trabalhadores indicaram a possibilidade de entrar em greve.
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A categoria recusou a proposta de 5% apresentada pela Rápido D’Oeste e pela Transcorp, empresas que compõem o Consórcio PróUrbano.
No entanto, o Seeturp (Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto), informou que uma nova assembleia será realizada às 16h, para discutir o tema com os motoristas que não puderam comparecer na reunião realizada mais cedo.
Vai ter greve?
De acordo com o sindicato, caso a categoria ratifique a decisão tomada pelos trabalhadores pela manhã, as empresas do transporte coletivo de Ribeirão Preto e prefeitura serão informadas sobre a aprovação da paralisação, que deve começar 72 horas após o envio do ofício.
Como sexta-feira (19) é feriado em Ribeirão Preto, em razão do aniversário de 170 anos da cidade, o movimento seria iniciado na próxima segunda-feira (22).
O que os trabalhadores pedem?
Entre outras reivindicações, os empregados do transporte urbano de Ribeirão Preto solicitaram a recomposição salarial, conforme as perdas inflacionárias, além do reajuste real de 10%, assim como reajuste do PLR e do vale refeição.
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Ficou sabendo?
Rede de apoio a vítimas de violência registra 5,5 mil atendimentos em Ribeirão Preto
A rede de apoio a vítimas de violência doméstica ligada ao Núcleo de Justiça Restaurativa de Ribeirão Preto registrou 5.549 atendimentos entre 2023 e 2025.
Entenda o guia
Os números integram o Guia de Serviços da Justiça Restaurativa, lançado em junho de 2026, que apresenta os resultados de projetos voltados ao acolhimento de mulheres, à prevenção da reincidência e à responsabilização de autores de agressões.

O material reúne dados de iniciativas desenvolvidas em parceria com instituições do sistema de Justiça, organizações da sociedade civil e órgãos públicos. A proposta da Justiça Restaurativa é promover o diálogo, a responsabilização e a reconstrução de vínculos familiares e comunitários como forma de enfrentamento à violência.
Atendimento a mulheres concentra maior volume de ações
Entre os projetos apresentados está o Aurora, que atua junto à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto. O serviço oferece acolhimento, escuta qualificada, orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres que buscam atendimento após situações de violência doméstica.
Segundo o guia, o projeto realizou 5.549 atendimentos entre 2023 e 2025. O maior volume foi registrado em 2024, com 2.122 atendimentos. O levantamento também aponta 170 atendimentos psicológicos emergenciais no período.

Outra iniciativa voltada ao público feminino é o Efêmera, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade ou que enfrentam episódios de violência doméstica. O serviço oferece acompanhamento individual e em grupo, de forma presencial e online.
De acordo com os dados divulgados, o projeto já atendeu 851 mulheres desde 2018. O relatório informa ainda que 759 participantes romperam ciclos de violência e que a taxa de presença nos atendimentos chegou a 71% em 2026.

Projetos trabalham com autores de violência
Além do acolhimento às vítimas, a rede desenvolve programas voltados a homens envolvidos em casos de violência doméstica.
Um deles é o Amarelos, criado em 2019 para promover reflexões sobre comportamento, gerenciamento de emoções, paternidade, comunicação não violenta e relações interpessoais. O projeto contabiliza 271 homens intimados entre 2023 e 2025 e 160 participantes efetivos nos grupos realizados no período.
O guia também destaca o projeto Restaurar, iniciado em setembro de 2025 para atender homens que receberam medidas protetivas de urgência. A iniciativa reúne orientações jurídicas e práticas restaurativas com o objetivo de prevenir novos episódios de violência.

Segundo os dados apresentados, 372 homens foram intimados para participar das audiências coletivas promovidas pelo programa. Desses, 167 compareceram. O relatório aponta ainda a realização de 19 mediações consideradas bem-sucedidas e cinco grupos reflexivos.
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