O primeiro episódio de chuva intensa associado ao El Niño em 2026 já tem data para começar. Segundo a MetSul Meteorologia, a instabilidade deve ganhar força nos próximos dias e provocar acumulados entre 100 e 200 milímetros em áreas da Região Sul, com possibilidade de volumes ainda maiores em pontos isolados.
Além da chuva volumosa, a previsão inclui risco de temporais isolados, queda de granizo e rajadas de vento, principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

De acordo com a Climatempo, a mudança no tempo acontece com a formação de uma frente fria entre o Paraguai e o Sul do Brasil. O sistema resulta do encontro entre ventos quentes e úmidos vindos do Norte do país e uma massa de ar frio que avança pela Argentina. Esse contraste de temperatura favorece a formação de áreas de instabilidade e de um ciclone extratropical sobre a região.

Os principais modelos meteorológicos utilizados pela MetSul apontam consenso sobre o episódio de chuva intensa, indicando acumulados elevados em diferentes áreas da Região Sul durante os próximos dias.
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Chuva vai atingir o interior de SP?
Apesar da aproximação da frente fria, a previsão indica que os maiores volumes de chuva devem permanecer concentrados nos estados da Região Sul.
No interior de São Paulo, a influência do sistema tende a ser mais limitada. A passagem da frente fria pode aumentar a nebulosidade e favorecer pancadas isoladas de chuva, especialmente nas regiões mais próximas da divisa com o Paraná, mas não há previsão de acumulados expressivos semelhantes aos esperados no Sul do país.
A tendência é que o interior paulista registre apenas uma mudança gradual nas condições do tempo, sem a ocorrência do episódio de chuva volumosa previsto para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Massa de ar polar chega no início de julho
Após a passagem da frente fria, uma forte massa de ar polar deve avançar pela América do Sul a partir de 1º de julho, segundo a Climatempo.
O frio mais intenso deve atingir a Argentina, o Chile e o Uruguai, com possibilidade de neve na Cordilheira dos Andes e também em áreas argentinas de menor altitude.
No Brasil, a massa de ar frio deve influenciar principalmente a Região Sul, provocando queda nas temperaturas nos primeiros dias de julho. No entanto, a intensidade do frio deve ser menor do que a onda registrada entre os dias 8 e 13 de junho.

Segundo a Climatempo, a circulação dos ventos na atmosfera deve dificultar o avanço do núcleo mais intenso da massa de ar polar sobre o restante do país. Por isso, embora o interior de São Paulo possa registrar temperaturas mais amenas após a passagem da frente fria, a previsão não indica uma onda de frio intensa para a região.
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