Padre é indiciado por estupro de vulnerável e importunação sexual em Bonfim Paulista (SP)

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O padre Mário Reis da Silveira, da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, de Bonfim Paulista (SP), foi indiciado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. Segundo a Polícia Civil, o indiciamento aconteceu na semana passada, mas ainda falta o resultado das análises dos materiais apreendidos durante a investigação para concluir o inquérito policial para oferecer a denúncia a justiça.

O indiciamento do padre significa que, para a Polícia Civil, há elementos reunidos até agora no inquérito que apontam o investigado como provável autor dos crimes apurados. A decisão não significa condenação. Ainda de acordo com a polícia, o padre foi interrogado de forma remota na semana passada e negou todas as acusações. A investigação ainda não foi concluída.

Na última quarta-feira (15), a DDM recebeu da perícia uma nova leva de arquivos extraídos de computadores do padre, que foram apreendidos em MInas Gerais onde ele está. O novo material ainda será analisado nas próximas semanas. Segundo a DDM, uma primeira leva de conteúdos extraídos pela perícia dos celulares do padre reforçou relatos das vítimas ouvidas no inquérito policial. As vítimas apontadas no inquérito atuavam como coroinhas na igreja.

Arquidiocese que acompanha os procedimentos e colabora com as investigações | Foto: Max Gallão Mesquita

A previsão é que o inquérito seja finalizado e encaminhado ao Ministério Público depois da análise e caberá ao Ministério Público (MP) decidir se oferece denúncia à Justiça. A reportagem do Tribuna Ribeirão não teve retorno da defesa do padr até a última atualização desta reportagem. Já a Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto também foi procurada nesta quinta-feira (16) e informou que acompanha os procedimentos e colabora com as investigações.

Afastamento

Padre Mário Reis está afastado desde março deste ano (2026) das funções na Paróquia do distrito de Bonfim Paulista, onde atuava como pároco. Na época, a Arquidiocese informou que instaurou uma investigação prévia e suspendeu o padre de todos os ofícios eclesiásticos. As primeiras denúncias vieram à tona em junho.

As vítimas apontadas no inquérito policial atuavam como coroinhas na igreja. Nos depoimentos, as vítimas relatam episódios de toques em partes íntimas, beijos e tentativas de beijo. Há relatos de situações ocorridas há aproximadamente 20 anos e de outras mais recentes, segundo fontes ligadas ao caso.

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Texto original daqui