Mulher é investigada por suposto envolvimento na briga entre alunas de escola na zona Norte; investigações sobre bomba em escola continuam
| Por: Alfredo Risk e Adalberto Luque |
O delegado responsável pelas investigações sobre uma briga na porta de uma escola nos Campos Elíseos, zona Norte, e a explosão de uma bomba em uma escola na zona Sul informou, na manhã desta quinta-feira (13), que a mãe de uma aluna apontada como uma das participantes da briga faltou ao depoimento marcado. A aluna que se feriu na briga já se recuperou.
O delegado convocou uma coletiva de imprensa na Delegacia da Infância e da Juventude (DIJU), na Nova Ribeirânia, zona Leste de Ribeirão Preto. Segundo Haroldo Chaud, a mulher é mãe de uma aluna da Escola Estadual Dom Alberto José Gonçalves, na Rua Flávio Uchôa, nos Campos Elíseos.
A briga ocorreu no dia 5 de agosto. Uma aluna, que afirmou ter tentado apartar a discussão entre a mulher e outra estudante, acabou sendo atingida com golpes de chave de fenda pela filha da mulher.
Segundo Chaud, a mãe da aluna não justificou a ausência e será novamente intimada a prestar depoimento. A nova data ainda não foi informada. O delegado afirmou que as investigações prosseguem.
Bomba na escola
Outro caso ocorreu na Escola Estadual Alcides Corrêa, na Rua Moreira de Oliveira, no Alto da Boa Vista, zona Sul da cidade. Na tarde de terça-feira (11), uma bomba explodiu no pátio da escola durante o intervalo. Três adolescentes, todos com 15 anos, ficaram feridos e precisaram levar pontos.
O delegado da DIJU informou que o caso deve ter desdobramentos. Os quatro responsáveis pela explosão do artefato foram identificados e, segundo ele, não teriam fugido da escola. Eles foram levados para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde prestaram depoimento.
Dois são menores de idade, de 16 e 17 anos, e os outros dois têm 18 anos. Segundo o delegado, os adolescentes devem responder por ato infracional na DIJU. Os maiores de idade podem responder por crime, mas isso dependerá do que for apurado durante a investigação.
O delegado ainda aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e dos resíduos deixados pela explosão do artefato.

Chaud informou que os jovens admitiram envolvimento na explosão. Um dos menores teria encontrado o artefato e o entregado a um dos rapazes de 18 anos, que teria permanecido com a bomba por cerca de 50 minutos. Depois, o artefato teria sido entregue a outro menor, que teria provocado a explosão.
A bomba teria sido colocada dentro de uma lata de refrigerante, que explodiu e causou os ferimentos. Segundo Chaud, a identificação do artefato será determinante para os rumos da investigação e para a definição da responsabilidade pelo crime.
“Há diferença entre artefato pirotécnico e explosivo”, afirmou o delegado. No segundo caso, a pena é maior.
O caso já vinha sendo investigado pelo 4º Distrito Policial e, paralelamente, passou a ser apurado pela DIJU. As investigações prosseguem.
O delegado fez um alerta aos pais, responsáveis e gestores escolares para que acompanhem as redes sociais dos filhos e alunos. “Geralmente é lá que começam os desentendimentos”, concluiu.
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