Investigado teria participado de agressão, incêndio e ameaça com arma; outro suspeito procurado continua foragido
| Por: Adalberto Luque |
A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta quinta-feira (13), um homem suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio de um homem em situação de rua, ocorrida em 27 de julho, em Ribeirão Preto. A vítima foi agredida, mantida em um galpão e teve o corpo incendiado. Ela permanece internada em estado grave.
A prisão ocorreu durante uma operação da Delegacia de Homicídios da DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais), com apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária.
Durante a operação, os policiais apreenderam duas armas de fogo registradas, munições compatíveis com os armamentos, simulacros e dois telefones celulares. As armas serão submetidas a perícia e as munições serão comparadas com vestígios de outros crimes.
Segundo o delegado Fernando Bravo, responsável pela investigação, o suspeito preso tem antecedente por porte de arma de fogo. Ele negou participação na tentativa de homicídio e afirmou aos policiais que havia apenas encontrado a vítima no dia do crime.
“Ele negou a prática do crime”, afirmou Bravo durante entrevista coletiva.
Investigação continua
De acordo com o delegado, a investigação identificou dois suspeitos de participação direta na ação. Um deles foi preso nesta quinta-feira e o outro não foi localizado e é considerado foragido.
A Polícia Civil também trabalha para identificar outros dois homens que, segundo a investigação, teriam participado da ação. Os telefones apreendidos serão analisados para buscar informações que possam esclarecer a participação dos envolvidos e a motivação do crime.

O delegado afirmou que o suspeito preso nega conhecer os demais envolvidos e também contesta ter trabalhado com eles. A prisão temporária foi decretada pelo período de 30 dias.
As armas apreendidas, embora tenham registro, também serão analisadas no curso da investigação. Segundo Bravo, a Polícia Civil pretende verificar se os armamentos ou as munições têm relação com outros homicídios ou tentativas de homicídio.
A situação das armas também será comunicada ao Exército, para avaliação da autorização de posse dos armamentos pelo investigado.
A vítima continua hospitalizada e, segundo o delegado, seu estado de saúde ainda é grave. Ela sofreu queimaduras e pode precisar passar por procedimento de enxerto de pele.
Entenda o caso
A tentativa de homicídio ocorreu na madrugada de 27 de julho. Segundo a investigação, a vítima foi abordada por homens que atuavam como vigilantes informais na região dos Campos Elíseos.
O homem teria sido agredido e levado para um galpão. No local, os envolvidos teriam jogado combustível sobre ele e ateado fogo. A vítima também teria sido ameaçada com uma arma, que chegou a ser colocada em sua boca.
Mesmo ferido e com queimaduras, o homem conseguiu escapar e procurar ajuda. Ele foi socorrido e levado para o Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE) em estado grave.
A vítima identificou dois dos envolvidos, informação que ajudou a Polícia Civil a chegar aos suspeitos. A investigação agora busca esclarecer a participação de cada um deles e identificar os demais envolvidos.
O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Civil mantém diligências para localizar o suspeito que ainda está foragido e reunir novos elementos sobre o crime. Segundo o delegado, a vítima continua internada no HC-UE.
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