O câncer de próstata é uma doença que, principalmente em seus estágios iniciais, pode não apresentar sintomas. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as possibilidades de tratamento.
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O médico urologista Rodolfo José Favaretto Filho explica que a próstata é um órgão glandular do sistema reprodutor masculino localizado abaixo da bexiga e que envolve a uretra.
“A próstata serve para produzir algum conteúdo do sêmen para permitir que o espermatozoide chegue até o meio externo de uma forma viável”, diz o médico.
O câncer de próstata continua entre os tumores de maior incidência na população masculina brasileira. Para o triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer estima 78 mil novos casos por ano no Brasil.
Câncer de próstata pode não dar sinais no início
De acordo com o médico, a ausência de sinais no início da doença exige atenção. “Quando a gente tem o câncer de próstata, no início não costuma ter nenhum tipo de sintomas. Então, os sintomas são mais nos quadros mais avançados, por isso da importância da prevenção”, recomenda.
Entre os principais fatores de risco estão a idade, a raça e o histórico familiar. “Pacientes a partir de 45, 50 anos, a raça, os pacientes negros têm uma chance maior e a história familiar positiva. Então pai, irmãos, tios, avós com histórico de câncer de próstata passam a ter mais chance de ter essa doença”, alerta o médico.
Só o exame PSA basta?
O rastreamento é realizado por meio do exame de toque retal associado ao exame de sangue PSA. Favaretto ressalta que o PSA, isoladamente, não é suficiente para descartar a doença. “O rastreio para o câncer de próstata é feito através do exame do toque, que é um exame super rápido e indolor, associado ao exame de sangue que é o PSA. Por que só o PSA não é interessante e não é seguro para que seja feito para descartar o câncer de próstata? Porque em torno de 15 a 20% dos pacientes com PSA normal pode ter sim um câncer de próstata”, afirma.
Mais fatores de risco
Além dos fatores que não podem ser modificados, como idade, raça e histórico familiar, hábitos de vida também podem influenciar o risco. “Alguns outros fatores de risco para câncer de próstata são obesidade, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo. Então a gente reduzindo ou evitando esses fatores, com certeza vai conseguir também diminuir a incidência do câncer de próstata”, diz o médico.
Para o urologista, manter uma rotina saudável é uma das formas de contribuir para a prevenção. “Portanto, a prevenção do câncer de próstata pode ser feita fazendo atividade física, evitando tabagismo, se alimentando corretamente”, recomenda.
O especialista também indica que homens negros e aqueles com histórico familiar da doença iniciem o acompanhamento aos 45 anos. Para a população geral, a orientação é a partir dos 50 anos.
Favaretto também destaca que o acompanhamento com o urologista não deve se limitar à prevenção do câncer de próstata e em campanhas específicas. Além da próstata, o acompanhamento urológico pode envolver a avaliação dos rins, da bexiga, dos testículos, das vias urinárias, da saúde sexual, da fertilidade e das condições hormonais. “Na urologia existem várias outras doenças, que não o câncer de próstata, que devem ser avaliadas precocemente”, aconselha o médico.

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