O pai das gêmeas siamesas Helena e Heloísa, que morreram no último sábado (15) durante a última cirurgia de separação, esteve no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto nesta quarta-feira (19) e agradeceu aos médicos e à equipe pelo atendimento prestado às meninas e à família.
Amarildo Batista da Silva retornou ao hospital para se despedir dos profissionais que acompanharam as filhas durante o tratamento e também para oferecer apoio à equipe.
“Eu vim ao HC para dar um certo conforto. Eu recebi conforto e agora vim também dar conforto aos doutores”, afirmou.
Segundo o pai, as meninas e a família foram acolhidas pelos profissionais durante o período de atendimento no HC.
“Eles foram muito excelentes no que fizeram, acolheram muito bem minhas filhas, a minha família inteira. Só tenho a agradecer aos doutores da cirurgia, da pediatria, enfim, ao HC inteiro, inclusive ao pessoal dos serviços gerais, que sempre conversaram com a gente”, disse.
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Pai agradece equipe do HC
Durante a visita, Amarildo também agradeceu às pessoas de Ribeirão Preto que acompanharam a história das gêmeas e prestaram apoio à família.
O pai deixou ainda uma mensagem aos profissionais responsáveis pelo atendimento das meninas e afirmou que o trabalho da equipe deve continuar.
“Eu queria que vocês, doutores, continuassem na força e na fé que vocês têm de dar tudo certo. Cada criança que vocês perdem é uma derrota, cada criança que vocês conseguem salvar é uma vitória. Tenho certeza que vocês têm muito mais vitórias do que derrotas”, afirmou.

Última cirurgia
Helena e Heloísa eram gêmeas siamesas e passaram por procedimentos médicos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto como parte do processo de separação. A última cirurgia aconteceu no sábado (15), mas as meninas morreram durante o procedimento.
“Durante a separação, foi havendo uma instabilidade que foi a todo tempo sendo revertida, mas essa instabilidade se agravou no momento da separação, que foi por volta das 23h”, afirmou o cirurgião plástico Jayme Farina Júnior, um dos coordenadores da equipe médica.
Segundo o Hospital das Clínicas, as meninas chegaram a ser completamente separadas. Helena apresentou uma parada cardiorrespiratória às 23h12, após a conclusão da separação.
A equipe iniciou imediatamente as manobras de ressuscitação e manteve as tentativas por 25 minutos. Como não houve resposta, os médicos declararam o óbito às 23h37.

Na outra mesa cirúrgica, Heloísa sofreu uma parada às 23h26. Os profissionais também realizaram manobras de ressuscitação durante 25 minutos, mas não conseguiram reverter o quadro. O óbito foi declarado às 23h51.
As mortes das meninas foram confirmadas na manhã de domingo (16). Elas foram enterradas em São José dos Campos, cidade onde a família vivia.
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