Caso Larissa: Defesa quer julgamento presencial de recurso

Author:


TJSP havia agendado julgamento do recurso de forma remota para 14 de setembro, mas data deve ser adiada para audiência presencial



| Por: Adalberto Luque |

A defesa de Elizabete Arrabaça informou, nesta segunda-feira (24), que vai pedir a mudança na forma de julgamento do recurso apresentado contra a sentença de pronúncia da idosa, marcado para 14 de setembro, de forma virtual. Segundo o advogado Bruno Corrêa Ribeiro, a audiência havia sido agendada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para ocorrer de forma remota.

O advogado, porém, ingressou com pedido de destaque para que o julgamento deixe a modalidade virtual e seja realizado presencialmente, possibilitando a sustentação oral. Com isso, a sessão deverá ser retirada da pauta de 14 de setembro e remarcada para outra data.

Defesa contesta pronúncia

Elizabete recorre da sentença do juiz José Roberto Bernardi Liberal, da 2ª Vara Criminal e do Júri de Ribeirão Preto, que decidiu pela pronúncia dela e do filho, o médico Luiz Antônio Garnica, para julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte de Larissa Talle Leôncio Rodrigues, de 37 anos.

Bruno Ribeiro, defensor da idosa, recorreu ao TJSP porque considera que, durante audiência de pronúncia, ficou demonstrado que ela não teve participação na morte de Larissa (Foto: Alfredo Risk)

A professora de pilates era nora de Elizabete e esposa de Garnica. Segundo a decisão, as provas produzidas durante a fase de instrução foram suficientes para que mãe e filho fossem submetidos ao júri.

A defesa sustenta que o Ministério Público não apresentou elementos suficientes para comprovar a participação de Elizabete na morte de Larissa. O advogado Bruno Ribeiro já havia afirmado que a decisão considerou apenas indícios e que existem provas, segundo ele, que demonstrariam que a idosa não participou da execução do crime.

O pedido no recurso é para que a sentença de pronúncia seja reformada e Elizabete não seja levada a júri. Caso a tese da defesa seja acolhida pelo TJSP, ela poderá deixar de responder perante o Tribunal do Júri pela morte de Larissa.

Garnica, porém, também foi pronunciado e responde no mesmo processo por feminicídio triplamente qualificado e fraude processual, segundo a sentença.

Defesa de Garnica também vai pedir audiência presencial para julgamento do recurso (Foto: Redes Sociais)

Ao contrário da mãe, Garnica é réu somente no caso da morte de Larissa. Responsável pela defesa do médico, o advogado Júlio Mossim informou que também pretende pedir a mudança da forma de julgamento do recurso apresentado por ele. “Justamente para permitir a sustentação oral perante todos os desembargadores da câmara criminal do TJ”, adiantou o advogado.

Outros processos

Além do processo pela morte de Larissa, Elizabete responde em Pontal pela morte da filha, Nathalia Garnica, de 40 anos, que morreu em fevereiro de 2025. Após a exumação, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou envenenamento por “chumbinho”, e o Ministério Público denunciou a idosa por feminicídio triplamente qualificado.

A audiência de instrução desse processo está marcada para 31 de agosto, no Fórum de Pontal. Serão ouvidas testemunhas de defesa e acusação e, depois, serão analisadas as provas e apresentadas as alegações das partes, antes da decisão da juíza Bruna Araújo Capelin Matioli, da 1ª Vara da Comarca de Pontal, sobre o prosseguimento do processo para o Tribunal do Júri.

Elizabete também é acusada de tentativa de homicídio qualificado contra Neusa Maria Costa de Andrade Ghioto, de 78 anos. A denúncia aponta motivo torpe, emprego de veneno, meio insidioso e cruel, dissimulação e recurso que teria dificultado a defesa da vítima, além da agravante de o crime ter sido cometido contra pessoa com mais de 60 anos. A idosa aguarda julgamento no Presídio de Tremembé, no Vale do Paraíba.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!





Texto original daqui